Espólio Sarrafeiro
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

 

Apenas 15 dias depois do day-after das presidenciais, começam a puxar para trás os lençóis da cama onde o governo se prepara para o repouso eterno. É certo que, para muitos, o executivo vai deitar-se no leito que preparou para si, mas não deixa de ser curioso perceber que os habituais tarólogos da política já deram o tiro de partida para o (im)paciente voo dos abutres.

 

Afinal, se o governo está morto, está na hora de se começar a debicar o cadáver. Digo debicar porque há quem considere que ainda não está na hora da refeição. Há que esperar o momento certo e não haver precipitações, até porque pode ser de Belém que venha a certidão de óbito, agora que o segundo mandato parece tudo legitimar.

 

Uma coisa é certa: o governo pode não ter morrido, mas virou, com toda a certeza, um daqueles sacos de areia em que os boxistas fazem o seu treino, aquilo a que vulgarmente o povo gosta de chamar de 'saco de pancada'. De tal forma, que até há quem, de dentro, aproveite para ajustar contas passadas, escudados pelo legítimo direito à diferença de opinião e liberdade de a expressar.

 

Agora, é o caminho mais fácil. Aliás, chegou a hora dos fracos sairem de cena de fininho para, na hora do funeral, poderem até alinhar na maledicência ao falecido bem como os oportunistas que, percebendo que terão de colocar na loja o letreiro do 'Volto Já', começam a encher o porquinho mealheiro para o tempo de vacas magras que se avizinham. Há até números que, oportunamente, aparecem nestas alturas libertando apenas comentários do género "Que grande novidade!" A minha dúvida é só esta: esta sondagem reflecte o momento ou um sentimento de leitura mais ampla?

 

O governo morreu, viva o governo! Porque como dizia a minha avó, atrás de mim virá quem de mim bom fará.

 

Imagem: "VultureAttributionNoncommercialShare Alike Some rights reserved by kahunapulej



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 19:41
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010


Às vezes há coisas que vejo e ouço que não acredito. Depois, custa-me a acreditar. Numa fase seguinte acredito, mas fico de boca aberta. A seguir fecho-a e abano a cabeça, lembrando-me que isto é Portugal. Pensamos muito frequentemente que já não podemos bater mais no fundo, mas esse é um sentimento perigoso pois há sempre alguma coisa a acontecer a seguir que faz parecer com que o poço não tem fim.
Aconteceu-me o mesmo há uns anos, quando a Polícia Judiciária teve acesso à lista de financiadores do CDS, na tentativa de perceberem quem tinha doado cerca de um milhão de euros para os quais havia facturas falsas. Um dos nomes que lá constava era um tal de Jacinto Leite Capelo Rego (tentem dizer o nome deste senhor com sotaque brasileiro. Pelo menos, era assim que a malta se ria nos meus tempos de liceu)!
Depois de ter passado por todas as fases que anteriormente referi, pensei: «Perdeu-se a vergonha!». No entanto, num esforço de memória, foi-me difícil encontrar exemplos em quem alguma vez a tivesse havido. E lembrei-me de José Gomes Ferreira: "Proibida a entrada a quem não andar espantado de existir".
Desta vez, fechamos o ano legislativo em grande. A nova Lei do Financiamento dos Partidos determina (sim, determina porque já foi aprovada na Assembleia da República em Novembro e promulgada pelo senhor Presidente da República) que as multas instauradas pelo Tribunal Constitucional (TC) aos dirigentes partidários prevaricadores possam ser inscritas como despesas nas declarações de rendimentos.
Admito que, desta vez, não segui os habituais passos. Na verdade, até encarei a notícia como uma verdadeira revolução fiscal. O Estado, na tentativa de fazer os cidadãos pagar alegremente as suas coimas, engendrou um esquema fabuloso de dar a possibilidade aos contribuintes de poderem deduzir os castigos financeiros em sede de IRS. Só podia ser assim. Afinal, que direitos têm a mais os dirigentes partidários do que eu? Imaginei a correr-me alegremente (tipo a descer a colina como na Música no Coração, a cantarolar) ao multibanco para pagar a minha dívida à EMEL, pedindo o recibo para guardar na pasta dos documentos a apresentar às Finanças.
Pensei que para o Estado, todos os cidadãos fossem iguais. Afinal, não. Os benefícios fiscais das multas são exclusivo dos dirigentes partidários. Lamentei, pela primeira vez, não ter feito uma lista para a Associação de Estudantes do meu liceu e ter seguido a carreira político-partidária.
Olhei, então, a notícia, de outra perspectiva. Provavelmente, a correcta e percebi que a revolução fiscal, afinal pode ser uma espécie de Baía dos Porcos: uma tentativa contra-revolucionária que pode correr mal. Muito mal.

Do que se escreveu na imprensa (pelo menos do que li), destaco a beleza do título do Público: "O chefe prevarica, o partido paga, o Estado devolve". Em causa parece estar a questão da responsabilidade individual, uma vez que o PCP foi multado relativo ao ano de 2005 em 30 mil euros, quando os comunistas pensavam que seria apenas de 3 mil. As contas do TC foram outras: 3 mil, sim, mas por cada um dos dez elementos do secretariado do partido. Como dar a volta a isto? Desconto fiscal.
O mais curioso é que a Assembleia da República legislou precisamente em sentido oposto à jurisprudência criada pelo órgão máximo jurídico do país. Mais curioso ainda foi o facto da lei não ter levantado dúvidas ao Presidente da República, que a promulgou. Tudo bem, portanto.
Finalmente, abanei a cabeça. João Cravinho não abanou e disse que não há palavras para descrever o escândalo.
Pergunto-me se não foi por situações parecidas que Luís XVI perdeu cabeça. Ao contrário do que dizia Luiz XIV, 'L'Etat n'est pas vous, monsieurs'



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 17:33
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

 

 

 

A girl é do PSD mas responde (ou devia responder) perante um boy do PS que responde (ou devia responder) perante a tutela (temporariamente) do PS. O exemplo acabado de 35 – trinta e cinco – 35 anos de governação repartida. Se calhar a culpa ainda é do gonçalvismo…

 

(Geneva Drive na imagem)

 

(Em stereo)

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 22:35
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

 

 

 

 

 

Volta e meia (ultimamente mais volta que meia) a conversa anima: de quem é a culpa do estado lastimoso a que o país chegou? Do PS porque nos últimos não-sei-quantos-anos esteve não-sei-quantos-anos no poder blá-blá-blá. Nã, nã. A culpa é do PSD porque nos últimos (mais) não-sei-quantos-anos esteve (mais) não-sei-quantos-anos no poder pa-ta-ti pa-ta-ta. E se metermos ao barulho o CDS e o CDS/ PP, ui-ui, então…

 

Por atacado já levam os dois, que podem ser três, 35 – trinta e cinco – 35 anos de “Cabritinha” e ainda têm a cara de pau de vir perguntar “Mas afinal quem é o pai da criança?”.

 

Querem lá ver que a culpa é do Gonçalvismo?

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 22:41
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

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Uma Sarrafada de: FF às 08:24
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Domingo, 17 de Outubro de 2010

 

 

 

 

 

Daqui por meia dúzia de meses chega o PEC IV, porque “algo” (que nunca se saberá o quê, como se fossemos todos burros) correu mal no PEC III, que por sua vez já havia sido necessário porque, algo que nunca se soube o quê (continuamos a ser todos burros), correu mal no PEC II.

 

E o IV Capítulo do PEC vem acompanhado pelo bicho papão FMI e, a União Nacional - com os banqueiros à cabeça e o professor Marcelo a carro-vassoura - que se desdobrou em justificações, apelos, prantos, rezas e mezinhas pela aprovação do Capítulo III, e onde só faltaram as vozes de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, e Pinto da Costa, volta à carga outra vez com os mesmíssimos argumentos em defesa da mesmíssima imperiosidade da aprovação do Capítulo IV. Sem tirar nem pôr.

 

(Em strereo)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 09:52
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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

 

 

 

 

 

Via Twitter

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 18:25
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010


sinto-me: Cinéfilo

Uma Sarrafada de: FF às 10:30
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Domingo, 15 de Agosto de 2010

Gosto quando me provocam nem que seja de forma indirecta. Faz com que me apeteça escrever de novo, coisa que nestes últimos tempos não me tem apetecido devido a várias razões, uma delas o calor que se faz sentir.

 

Diz o Pedro Machado que é uma hipocrisia atacar a lei da rolha e não atacar a expulsão dos 200 militantes do PS. Sendo que o Pedro Machado é por demais conhecido por empregar palavras sem saber o que elas significam a afirmação não surpreende mas, e numa perspectiva de serviço público, passo a explicar porque é que, no meu entender, a Lei da Rolha e o  "Caso dos 200" não têm semelhanças.

 

Para isso vou utilizar um exemplo simples para que o Pedro Machado consiga compreender (desculpem os restantes leitores do Sarrafada mas por vezes é necessário descer ao (baixíssimo) nível intelectual daqueles que nos provocam).

 

A "Lei da Rolha" que (ainda) existe no PSD pode ser comparada a um fulano que é sócio de um clube de futebol, que tem as quotas em dia, que vai aos jogos todos e berra que nem um camelo e que apoia a equipa nos bons e nos maus momentos mas que é contra algumas decisões da direcção do clube e faz oposição interna. Devido a isto é expulso do clube e nunca mais o deixam entrar no estádio. Isto, do ponto de vista da liberdade de expressão, é errado e condenável pois a liberdade de expressão não deve ser cerceada nunca.

 

No "Caso dos 200", do qual Narciso Miranda é a face mais visível devido a uns media sedentos de notícias e sangue durante esta silly season, não é a liberdade de expressão DENTRO do clube de futebol que está em causa.

O caso daqueles militantes assemelha-se a uns fulanos que pagam as quotas do clube, para aproveitar as viagens mais baratas quando o clube se desloca ao estrangeiro, e depois quando lá chegam torcem pelo adversário.

 

Obviamente deveriam ser expulsos pois quando se entra num clube aceitam-se as regras, sendo uma delas, não irás apoiar o clube adversário. Isto nada tem a ver com liberdade de expressão mas sim com aceitar as regras quando se está dentro de uma organização seja ela de que cariz for. Quando se tira a carta aceitam-se as regras estabelecidas no código da estrada ou não? E quem as não cumpre fica sem cartam certo? Não se percebe porque razão deveria ser diferente.

 

Aliás, o único erro da direcção do PS foi não ter expulso aqueles militantes de imediato e deixar passar tanto tempo até anunciar a decisão.

 

Mas  o calculismo eleitoral fala (sempre) mais alto, infelizmente.

 

PS: Pedro Machado, quanto ao pão e ao sal estamos plenamente de acordo.

 

 

 

 


sinto-me: com calor

Uma Sarrafada de: FF às 19:36
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

 

 

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E nem sei se ele estava a pensar no PS ou e em comer uvas sem grainhas ou se a pergunta é dirigida a José Sócrates:
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Uma Sarrafada de: Mr Simon às 19:31
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É só o que me ocorre depois da tournée de ontem de Narciso Miranda por todas, sublinho todas, as televisões.
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Uma Sarrafada de: Mr Simon às 10:12
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

 

 

 

Se as agências de rating, que é como quem diz os eleitores, resolverem baixar a notação do Partido Socialista já nas próximas eleições, podemos falar em “ataque especulativo”?

 

(Também lá no outro lado)

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 13:25
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

 

 

 

 

«Governo e PSD acordam aumentos do IRS, IRC e IVA» que é como quem diz «Casaram vestidos de Shrek e Fiona»

 

 

 

 


sinto-me: capaz de pedir o divórcio

Uma Sarrafada de: Mr Simon às 07:25
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Sábado, 8 de Maio de 2010

 

 

 

 

«(…) os preços dos combustíveis na Galp baixariam 0,22 cêntimos/litros para todos os felizes possuidores de cartão de militante no PS.»

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 20:10
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

 

 

Inês de Medeiros sente-se vítima de uma cabala demagógica da oposição e, por isso mesmo, decidiu prescindir das ajudas da AR (ou seja, de todos nós) para ir a Paris ao fim-de-semana. Para vice-presidente de uma bancada parlamentar (e logo do partido que está no Governo) Inês de Medeiros mostra pouca visão estratégica ao não ter percebido, de imediato, que isto ia dar bronca e que mais valia nem sequer ter começado todo este caso.

 

Ao tomar a decisão só depois do CDS ter tomado a iniciativa, não inocente, de propor uma alteração à lei que rege estas coisas, Inês de Medeiros foge para frente.

 

Os danos para a sua imagem são no entanto irreparáveis. Espera-se apenas que se continue a investigar, se é que alguém o está a fazer, como é possível alguém residir em Paris mas estar recenseada na freguesia de Santa Catarina em Lisboa. Suponho que Inês de Medeiros, de Santa Catarina só conheça o Adamastor onde passa algumas tardes antes de subir a rua da Atalaia até ao Mahjong.

 

Imagem daqui ao abrigo de uma Licença Creative Commons



Uma Sarrafada de: FF às 22:33
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Sábado, 24 de Abril de 2010

 

 

 

 

De José Lello, o deputado socialista que foi classificado pela sua camarada de partido Ana Gomes como “expert em contabilidade criativa”:

 

«defendeu que é preciso alterar as regras ainda antes do Verão, para liberar os políticos da dependência "dos bancos e dos agiotas"»

 

Nota: Está um ponto de interrogação no título do post

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 20:56
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

 

 

 

 

«(…) a inclusão do nome de Carolina Patrocínio no estudo tenha partido de Rui Pedro Soares durante uma conversa que ambos tiveram em Abril de 2004. Nesta sondagem também foi avaliada a popularidade de Luís Figo, assim como a simpatia que granjeava junto de um eleitorado mais à esquerda.»

 

(Ler também Pop music, capítulo I)

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 13:00
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O affair Medeiros é antes de tudo mais um problema do sistema e não, como alguns teimam em fulanizar, um problema do Partido Socialista. Um problema de credibilidade. O novel sistema político-partidário tomado de assalto pela ideologia pop music do efémero, do novo e bonito / mastiga e deita fora, onde as caras substituem as ideias. Calhou ser com o Partido Socialista, mas também foi quem mais se pôs a jeito: ele é Carolinas Patrocínios,  ele é Luíses Figos, ele é Inêses Medeiros. Azar o deles. Do PS e dos cor-de-rosa.

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 11:36
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

 

 

 

 

Como é que um sítio que não tem campo de golfe ganha a organização da Ryder Cup 2018?

 

Ora deixa-me cá ver: Câmara de Grândola - presidente Carlos Beato; presidente Carlos Beato – PS; PS – Governo; Governo - projectos PIN; projectos PIN - construção civil; construção civil – litoral a saque; litoral a saque – pagam os suspeitos do costume. Desta vez duas vezes.

 

(Em stereo)

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 13:24
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Quarta-feira, 31 de Março de 2010

 

 

 

 

Não sei o que me causa mais estranheza, se a rapidez com que o Governo suspendeu o cônsul honorário em Munique comparativamente com outros casos recentes, se ver um personagem como Ricardo Rodrigues vir, em nome do Partido Socialista, apoiar a decisão do Governo

 

(Em stereo)

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 17:51
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