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Terça-feira, 23 de Março de 2010

O Parque Oeste. inaugurado um ano e tal depois porque a malta tem mais que fazer.

 

Um dos maiores parques de Lisboa fica escondido num canto onde um dia esteve o bairro da Musgueira. Chama-se Parque Oeste e teve inauguração prevista para Maio de 2009. As obras terminaram há meses, mas a coisa esteve fechadinha à espera que os senhores doutores pudessem vir cortar a fita, que isto de ser autarca ocupa muito o tempo de uma pessoa.

 

É enorme, tem muita relva e laguinhos e, apesar de a arquitecta se ter esforçado ao máximo para o tornar frio e impessoal como o bidé de Darth Vader, até é capaz de vir a encher-se de gente nos dias de Verão.

 

Apesar dos bancos serem uns blocos minimalistas muito lindos, tão confortáveis como uma colonoscopia.

Apesar das extensas zonas de descampado e da completa ausência de equipamentos que convidem à presença humana. Por exemplo, instalações sanitárias. Quem quiser fazer um cocozinho melhor será que arreie a cueca num canto qualquer e assim contribua para adubar a natureza organizada de forma tão fria que faz a música dos Kraftwerk parecer fado.

 

Apesar da falta de um cafezinho ou de uma esplanada que impeça as pessoas de morrer de sede a meio da travessia do parque.

 

Apesar da completa ignorância do gabinete do vereador dos espaços verdes (o Zé, pá!) em relação à zona, o que já levou a que um concurso para um quiosque fosse anulado por falta de interessados.

 

A impressão com que se fica é que o Parque Oeste, obra e orgulho da Arquitecta Isabel Aguirre, obedeceu à velha máxima dos vitorianos em relação às crianças. O Parque Oeste é para ser visto e não usado.

 

O que deve lixar imenso é que a população da Alta de Lisboa até parece querer organizar-se (damn them!!!) e contrariar o abandono e falta de respeito da CML pelos munícipes. Já se juntaram para apagar grafitos, e estão a pensar em formas de dar bom uso ao mostrengo verde que lhes colocaram à porta. Por isso, até é possível que o Parque Oeste venha a servir para alguma coisa.

 

Se quiserem saber mais sobre a linda história da nova zona urbana de Lisboa espreitem o Viver na Alta de Lisboa.

 


sinto-me: Inaugurado
música: Send In The Clowns

Uma Sarrafada de: Mr. Steed às 00:27
Editada por: 31 da Sarrafada às 00:50
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jonasnuts @ 09:42

25/3/10

Este post está em destaque na Homepage do SAPO.

Humano @ 11:16

25/3/10

Meu caro...deverá ler mais qualquer coisa...viajar mais...enfim abrir os seus horizontes. As suas referencias de espaços verdes (parques, jardins, etc.) estão um pouco limitadas e isso é bem exemplo no que escreveu. O projecto é do melhor que se faz em termos de espaços verdes públicos , e repare, não conheço a Arquitecta nem tenho qualquer ligação ao projecto. Contudo parece-me que o velho conceito de banquinho de jardim, que sugere, ou as instalações sanitárias decrépitas (normalmente utilizadas para fins muito mais diversos do que aqueles para que foram construídas ) são imagens que não se adequam ao espaço em questão que pode e deve ser utilizado de uma forma informal e ao abrigo da imaginação de cada um. Não é necessário o "campinho de futebol" que só serve para isso. Não é necessário as "mesinhas de merendas" que só servem para isso. Pode-se jogar á bola em qualquer espaço e pode-se comer em qualquer relvado. E por fim...as arvores crescem...e crescem ao ritmo natural delas e daqui a alguns anos já podemos contar com a sua sombra (exemplo do espaço da Expo-Parque das Nações). Pois é meu caro... dizer mal é fácil mas também revela cabecinhas " pobres.

Mr. Steed @ 14:05

25/3/10

Passarei a fazer como diz ó humano.

Gosto muito de conselhos paternalistas de pessoas com visão, lêem muito e que já viram o mundo.

Tem razão, os bancos estão completamente fora de moda - é sabido que no séc. XXI nos sentamos em pregos - e o mesmo se passa com as instalações sanitárias, totalmente desnecessárias - hoje em dia as fezes e a urina são eliminadas através do espirro.

Passaremos pois a usar as coisas informalmente - sou mesmo capaz de ser um grande maluco e desapertar o primeiro botão da camisa.

Também passarei a enriquecer a minha pobre cabecinha com vitaminas e outras coisas modernaças.

Obrigado ó humano. És um compincha!


João Varela @ 10:27

26/3/10

Realmente, urge a necessidade de sua excelência viajar um pedacinho para perceber que na Europa à quem não tenha casas de banho e mesas para fazer a merenda e sobrevive!.. Chame-nos paternalistas ou o que quiser o é facto é que o senhor só está bem a dizer mal, é o que se chama um sectarista partidário! Tenho dito...
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