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31 da Sarrafada

31 da Sarrafada

03
Mar11

Liga Europa: Puxões e empurrões

Pedro Figueiredo
 
 
Não houve ninguém que não tivesse apelidado a ida de José Sócrates e Teixeira de Santos à Alemanha como um autêntico voo ao castigo. 
 
Onde estava desta vez Ana Gomes para se queixar de viagens aéreas com destino à tortura? Puxões de orelhas, avisou-se logo. Ainda o homem não tinha aterrado em Berlim e já as tinha quentes. Deve ter dado jeito, para o frio que deve fazer por lá. Espanta-me, por vezes, a linguagem demasiado taberneira para este tipo de situações. Nesta taberna, aceita-se. Não em restaurantes gourmet. Podemos estar, geograficamente falando, atirados para o canto da Europa, mas as orelhas de burro, para já, só encaixaram na cabeça dos gregos e dos irlandeses.
 
Continuo a achar que o homem está a fazer um esforço para que não sejamos os clientes seguintes. A azáfama é tanta que ao toque da corneta, lá foram (duvido que na low cost Air Berlin) mostrar os TPC's, nem que para isso tivesse sido preciso apressar os resultados do mês. Só espero que não tenham colocado a informação numa pen! Até isso já devem ter aprendido.
 
 
Pelos vistos, não houve puxão de orelhas (sabe-se lá o que fizeram nos 45 minutos que durou o encontro), mas o nosso Primeiro puxou dos galões dos 800 anos de história e da não subserviência. Por pouco não dizia que ainda a germânia era uma terra de bárbaros e de guerras tribais e nós já tínhamos as nossas fronteiras definidas. Não disse, mas imagino que pensou. Assim como os alemães também devem ter ficado com a ideia que os papéis, sarcasticamente, se inverteram. Para eles, somos nós agora os bárbaros, que andamos em constantes guerras tribais. Coincidências. Mas gostei da exaustiva repetição «O meu país..., o meu país..., o meu país...». Gostava que o tivesse dito com o punho fechado a bater no coração. Pinderiquices estéticas.
 
 
Dos puxões aos empurrões.
 
 
Não há outra explicação: há hospitais que empurram doentes para outros hospitais. O ping sem pong entre São Marcos (Braga) e São João (Porto) é lamentável, não tanto como a troca de acusações entre os respectivos conselhos de administração e direcções clínicas. Dá aquela triste ideia de se varrer a poeira para baixo da carpete, só que desta vez... para a do vizinho. Linguagem taberneira, eu sei. Para defesa da honra (que se lixem os doentes), a questão vai parar aos tribunais.  Um factor curioso nesta equação é que o hospital bracarense é gerido ao abrigo de uma PPP. Antes isso que um KKK. Digo eu.
 

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