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31 da Sarrafada

31 da Sarrafada

13
Out10

#Austeridade Software Microsoft na Administração Pública

FF

 

(Imagem em Alta Resolução aqui)

 

 

Os gastos da administração pública em software Microsoft ascenderam aos €17.897.048,84 nos últimos 2 anos. Estes gastos foram realizados entre aquisição de novo software, renovação de licenças e "manutenção" das mesmas.

 

Sendo que existem alternativas em termos de software livre que outros países já adoptaram, e continuam a adoptar,  (França, Noruega, Brasil e Estados Unidos entre outros) é fundamental que o estado Português comece a cortar com a sua dependência da Microsoft e siga as melhores práticas que trazem pelo menos duas vantagens:

 

1. Redução de custos

2. Incentivo ao desenvolvimento de software baseado em tecnologias open-source localmente.

 

Enquanto isso não acontece, não se percebe como é que o estado Português não compra directamente à Microsoft (a única excepção foram os CTT) poupando nas margens dos intermediários.

 

Retirando os €4.96.480 dos CTT (que adquiriu o seu software directamente à Microsoft Irlanda) a CPCIS é responsável por 32% do fornecimento de software Microsoft à administração pública, muito acima da Microsoft Portugal que fornece ao estado Português aproximadamente o mesmo que o El Corte Inglês Informática.

 

Fonte: BASE (apenas Ajustes Directos)

 


 


 

8 comentários

  • Se juntarmos todas as despesas supérfluas em software proprietário feitas pela AP, rapidamente ascendes a vários milhares de milhões de Euros.
  • Sem imagem de perfil

    Ecotretas 14.10.2010

    Eu, o tempo que tenho perdido com o open source já me dava para pagar não sei quantas licenças da Microsoft... Fazes como todos os outros: só contas um dos lados do problema... Faz as contas como deve ser!
    Ecotretas
  • Não sei o que fizeste, nem a tua experiência na área em particular portanto não posso comentar, mas em geral e na maioria dos casos há despesas muito supérfluas e perfeitamente evitáveis.

    Seja como for, gostaria de saber a tua opinião a respeito da ilegalidade destas despesas, em vez de desviares o assunto para questões muito mais subjectivas.
  • Sem imagem de perfil

    Ecotretas 14.10.2010

    Não sei se são ilegais, ou não! O que eu sei é que é perfeitamente razoável pagar-se por software... Há muitas empresas portuguesas nesse domínio, que cobram pelo seu software. O que eu acho que é claramente ilegal, é utilizar software pirata!!! Portanto, se utilizam software Microsoft, devem pagar. Se acham que não estão em condições de pagar, então devem equacionar outras possibilidades, mas depois de se fazerem as contas como devem ser!
    Ecotretas
  • Boa tarde,

    Os dinheiros são públicos, e acima de (se não me engano) 75.000 EUR em software tem de ir a concurso público.

    As excepções que podem ser adjudicadas directamente na ordem dos milhões de euros que foram recentemente legalizadas (indevidamente no meu entender) são para grandes empreitadas.

    Penso que concorda que 1 milhão de Euros é "ligeiramente" acima do limite de 75 mil Euros, tornando essa despesa claramente ilegal, não acha?

    Tendo em conta que estas despesas são sobretudo para Windows e Offices, algo perfeitamente substituível por Software Livre, estas despesas revelam-se como desperdícios supérfluos de dinheiro público.

    Afinal estamos ricos ou em crise?

    Aumentar os meus impostos tudo bem, mas baixar a despesa (sobretudo as claramente supérfluas e/ou ilegais) já é mau?
  • Sem imagem de perfil

    Ecotretas 14.10.2010

    Repare no que eu disse:
    "Se acham que não estão em condições de pagar, então devem equacionar outras possibilidades, mas depois de se fazerem as contas como devem ser!"
    A ANSOL tem algum estudo, adequado à realidade portuguesa, incluindo nomeadamente o valor de TCO, para a mudança de Windows+Office para tecnologias open-source?
    Ecotretas
  • «A ANSOL tem algum estudo, adequado à realidade portuguesa, incluindo nomeadamente o valor de TCO, para a mudança de Windows+Office para tecnologias open-source?»

    A utilização de Windows e Office pela vasta maioria das pessoas é tão básica que, do ponto de vista de um utilizador *importante ter isto em conta*, qualquer desktop GNU/Linux com GNOME ou KDE e OpenOffice.org (ou LibreOffice agora) supriria as suas necessidades com um mínimo de formação.

    Se a coisa for feita gradualmente, com cuidado para resolver os detalhes das dependências cruzadas em formatos proprietários (um verdadeiro ninho de ratos), pode-se substituir o software parte por parte praticamente sem necessitar formação adicional.

    De notar que 99% dos funcionários públicos não faz a administração do software que utiliza, isso é feito por outros. As coisas avançadas e mais complicadas são feitas por administradores de sistemas que têm a obrigação de saber mais do que um mero utilizador.
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