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31 da Sarrafada

31 da Sarrafada

17
Ago10

E os Açores ali tão perto...

FF

 

 

 

Fonte: Site da RTP

 

 

O site VisitAzores custou €150.000,00. Até aqui tudo bem mesmo se €150.000,00 deveriam incluír o acesso a um spell checker que evitasse os erros de Inglês como este aqui abaixo e retirado da página da fonte da homepage do site.

 

 

No entanto, a verba de um milhão de euros para manutenção do mesmo, levanta algumas dúvidas bem como outros pormenores sobre o mesmo.

 

Foi por isso que hoje foi enviado um mail à responsável do projecto, com CC: para o Director Regional de Turismo dos Açores com o seguinte teor:

 

Exma. Sra. Dra. Rita Castro,

Venho por este meio pedir os seguintes esclarecimentos relacionados com o site www.visitazores.com. Faço este pedido de esclarecimento na qualidade de cidadão Português, e na qualidade de blogger, interessado numa maior transparência dos custos da Administração Pública que é paga por todos os contribuintes do nosso país.

 

  1. O que abrangeu o pagamento de €150.000,00 para o referido site? Será possível ter acesso ao caderno de encargos do mesmo, com uma descriminação detalhada dos custos de  implementação? (Compra de domínio, alojamento inicial, discriminação dos valores indexados à produção de conteúdos, custo de licenciamento de conteúdos e toda a demais informação referente a este valor)
  2. A verba anunciada de €1 Milhão para manutenção do site refere-se a que período de tempo? E abrange que serviços?
  3. Porque razão se encontram os vídeos do site www.visitazores.com publicados na sua conta pessoal no site YouTube? Está ciente de que, ao colocar os mesmos na sua conta pessoal, está a declarar que os mesmos vídeos são da sua autoria* – logo que detém a propriedade intelectual sobre os mesmos ou a autorização expressa dos detentores da propriedade intelectual dos mesmos para fazer o upload? É este o caso? E se sim, porque razão não está este facto devidamente analisado na descrição dos vídeos com um link para o site www.visitazores.com ?
    1. Porque razão não é apresentada uma ficha técnica dos vídeos no YouTube ou no site www.visitazores.com ? Quem produziu os vídeos e quais foram os custos associados? Estão integrados no valor inicial da adjudicação ou nos custos de manutenção? Ou são uma adjudicação extra?
    2. Porque razão estão inibidos  os comentários a qualquer um dos vídeos no YouTube que pertencem ao site www.visitazores.com ?
  4. Quais foram os critérios subjacentes à adjudicação directa do site www.visitazores.com a uma empresa sedeada em Itália (entretanto adquirida por um grupo Internacional)? Não se encontraram em território nacional empresas com as competências e know-how para realizar o mesmo?

 

Agradeço uma resposta em tempo útil, parcial ou total a estas questões – ou mesmo o reencaminhamento deste e-mail a quem possa responder às mesmas, visto que está em causa a utilização de dinheiros públicos.

Se este for o caso, peço-lhe por favor que me informe a quem foi este e-mail reencaminhado para poder contactar o responsável directamente.

 

Com os melhores cumprimentos,

Fernando Fonseca

 

 

Aguarda-se uma resposta.

 

PS: Os endereços de mail de ambos os destinatários foram conseguidos via uma pesquisa simples no Google e são públicos.

17
Ago10

Expliquem-me lá isto....

FF

Uma imagem vale sempre mais do que mil palavras, certo?

 

 

Alguém na Direcção Geral do Ensino Superior achou que mais valia prevenir do que remediar pois já se sabe a qualidade de ensino que temos neste país. Vai daí pede ao jeitoso lá do Departamento para pegar no Paint e fazer uns rabiscos com cores para o pessoal não se perder... Mas anda tudo doido?

 

A imagem acima está alojada no mesmo site, não vá o pessoal pensar que somos nós a dar-lhe no Photoshop ;-)

 

Agradecemos ao André Oliveira ter chamado a nossa atenção para a coisa. Silly Season? Esperem até chegar Outubro!

 

15
Ago10

A Rolha e o Narciso

FF

Gosto quando me provocam nem que seja de forma indirecta. Faz com que me apeteça escrever de novo, coisa que nestes últimos tempos não me tem apetecido devido a várias razões, uma delas o calor que se faz sentir.

 

Diz o Pedro Machado que é uma hipocrisia atacar a lei da rolha e não atacar a expulsão dos 200 militantes do PS. Sendo que o Pedro Machado é por demais conhecido por empregar palavras sem saber o que elas significam a afirmação não surpreende mas, e numa perspectiva de serviço público, passo a explicar porque é que, no meu entender, a Lei da Rolha e o  "Caso dos 200" não têm semelhanças.

 

Para isso vou utilizar um exemplo simples para que o Pedro Machado consiga compreender (desculpem os restantes leitores do Sarrafada mas por vezes é necessário descer ao (baixíssimo) nível intelectual daqueles que nos provocam).

 

A "Lei da Rolha" que (ainda) existe no PSD pode ser comparada a um fulano que é sócio de um clube de futebol, que tem as quotas em dia, que vai aos jogos todos e berra que nem um camelo e que apoia a equipa nos bons e nos maus momentos mas que é contra algumas decisões da direcção do clube e faz oposição interna. Devido a isto é expulso do clube e nunca mais o deixam entrar no estádio. Isto, do ponto de vista da liberdade de expressão, é errado e condenável pois a liberdade de expressão não deve ser cerceada nunca.

 

No "Caso dos 200", do qual Narciso Miranda é a face mais visível devido a uns media sedentos de notícias e sangue durante esta silly season, não é a liberdade de expressão DENTRO do clube de futebol que está em causa.

O caso daqueles militantes assemelha-se a uns fulanos que pagam as quotas do clube, para aproveitar as viagens mais baratas quando o clube se desloca ao estrangeiro, e depois quando lá chegam torcem pelo adversário.

 

Obviamente deveriam ser expulsos pois quando se entra num clube aceitam-se as regras, sendo uma delas, não irás apoiar o clube adversário. Isto nada tem a ver com liberdade de expressão mas sim com aceitar as regras quando se está dentro de uma organização seja ela de que cariz for. Quando se tira a carta aceitam-se as regras estabelecidas no código da estrada ou não? E quem as não cumpre fica sem cartam certo? Não se percebe porque razão deveria ser diferente.

 

Aliás, o único erro da direcção do PS foi não ter expulso aqueles militantes de imediato e deixar passar tanto tempo até anunciar a decisão.

 

Mas  o calculismo eleitoral fala (sempre) mais alto, infelizmente.

 

PS: Pedro Machado, quanto ao pão e ao sal estamos plenamente de acordo.

 

 

 

 

14
Ago10

|| Das "actividades e usos tradicionais"

Mr Simon

 

 

Uma das "actividades e usos tradicionais" que nos faz muita falta aqui é a praticada por aqueles idiotas montados em motas de água, todo o santo dia de cá para lá e de lá para cá frente à praia, a poluir a água, a chatear quem está ao banho, e a chatear duas vezes quem está em terra , por via do barulho e pelas entradas "à Lagardère" praia dentro até a mota ficar em seco.

 

Outra das "actividades e usos tradicionais" que nos deixa muitas saudades aqui são os betos e betas e os seus bayliner's num carrocel entre o Portinho e Galapos com escalas em Galapinhos e na Praia dos Coelhos. É uma chatice ter um bayliner e não poder andar pelas praias a mostrar que se tem um bayliner e ninguém saber que se tem um bayliner e aqueles bermudas Kenzo que já não há a venda e lado nenhum.

 

Para já não falar nas "actividades e usos tradicionais" praticadas em Alpertuche pelas hordas de energúmenos provenientes da Linha de Cascais, equipados com fatos de boceo (em espanhol é mais chique) comprados no Decathlon e, água dentro quais Costeau versão Terminator, a disparar o arpão contra tudo o que mexe, desde godiões a peixe-piça passando pelo peixe-rei desde que tenha pelo menos o tamanho do dedo mindinho.

 

Onde é que cabem os pescadores nas "actividades e usos tradicionais"? Cabem, são o álibi perfeito num lobby quase perfeito, mesmo que andem a arrastar lingueirão a 50 metros da costa. Não é por acaso que o protesto é marcado para o pico de Agosto.

 

Como dizem aqui os praticantes das "actividades e usos tradicionais": "apá sóce, deslarrrga-me da mão, pá!"

 

 

 

 

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