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31 da Sarrafada

31 da Sarrafada

17
Jul10

Igreja Universal do Reino do Tunning

MSadio

 

 

estou a ver uma reportagem na SIC, sobre o Tunning Party de Santarém e assumo, finalmente, que há fenómenos que transcendem a minha capacidade de compreensão...

 

os detentores dos ditos automóveis falam daquelas aberrações estéticas como prodígios da mecânica e abordam o processo de paulatino acrescento de um neon ou de uma jante, como se de uma religião se tratasse.

 

uma senhora de idade a dar para o provecto fala da sua pérola verde (no comments) como o seu vício: já que não bebe, não fuma e não vai a discotecas, investe em manetes e aparelhagens de trazer ao ombro. tá certo...

 

pelo que vi, a festa é animada e muito frequentada. ou seja, o povo gosta. e eu ainda fico indignada com o facto de muitas estruturas culturais estarem às moscas. estúpida, eu...

17
Jul10

As Bestas Quadradas

FF

Na passada 4ª Feira, Ilídio Fária (alguém que conheci pessoalmente no Congresso do PSD em Mafra) colocou o tweet abaixo

 

 

 

 

 

Usando a conta de Twitter do "31 da Sarrafada" tentei que alguém confirmasse a notícia e aos primeiros ataques e suspeições contra o Ilídio Faria fui eu o primeiro a dizer que o tinha conhecido pessoalmente e que não o estava a imaginar fazer algo do género. A minha preocupação era genuína pois a morte de alguém é sempre a morte de alguém mesmo que não concorde com 90% das ideias do Sr. Pedro Machado; Nem com as ideias, nem com o estilo truculento, nem com aquela pose de macho latino do norte que acha que todas as mulheres de Lisboa são umas putas.

 

Ao meu lado estava a Catarina Campos que até fala com o Sr. Pedro Machado e que visivelmente ficou preocupada. Só isto seria razão para eu mesmo o ficar.

 

Duas horas depois do tweet ser enviado o Ilídio Faria veio dizer que afinal não tinha sido o Sr. Pedro Machado  que tinha morrido mas sim um adepto do Benfica (numa alusão a uma notícia falsa que foi publicada no Jornal Sol há uns tempos).

 

O Sr. Pedro Machado riu-se às gargalhadas da piada do seu amigo, fez questão de agradecer a todos os que se preocuparam com ele excepto  à conta "31 da Sarrafada" (aquela que até tinha defendido o seu amigo).

 

Ao ver esta atitude, bem como as piadas de que com a notícia da sua morte, o Sr. Pedro Machado teria ganho mais seguidores à custa da mentira do seu amigo, fiquei com a opinião de que a notícia da morte de Pedro Machado lançada pelo seu amigo Ilídio Faria, tinha sido fruto de alguma conversa entre os dois externa ao Twitter, uma brincadeira parva. E se o pensei não tive qualquer problema em escrevê-lo.

 

Mais ainda, Ilídio Faria, mesmo que o seu amigo lhe tenha pedido, recusa-se a dizer que esta suspeita que tenho é falsa.

 

Acusa-me o Sr. Pedro Machado de o difamar. Confunde, claramente,  conceitos. A minha opinião, que é apenas minha, é de que ali houve muito mais do que nos foi dado a saber, opinião essa que é fundamentada pelo silêncio da pessoa (mais uma vez repito AMIGO do Sr. Pedro Machado) que lançou um boato que preocupou estupidamente demasiadas pessoas.

 

O Sr. Pedro Machado pode, nas minhas costas, dizer o que quiser e chamar-me os nomes que quiser. Ao contrário do que pensa não o odeio pois nem sequer lhe dou importância suficiente para ter para com ele qualquer tipo de sentimentos. É por isso que não o sigo no Twitter nem nunca o segui, mesmo antes de me ter bloqueado segundo diz.

 

O que lhe disse é o que sinto Sr. Pedro Machado: Uma morte é sempre de lamentar mesmo que seja a morte de uma besta quadrada como o Sr. ou como o Saramago (sim para mim estão os dois ao mesmo nível).  Felizmente o boato lançado por outra besta quadrada que, pasme-se, é seu amigo há mais de 20 anos revelou-se ser uma mentira.

 

E é essa a mentira que preocupou as pessoas, quer o Sr. Pedro Machado queira ou não queira.

 

PS: Se mesmo assim, Sr. Pedro Machado, acha que o difamei, faça o que qualquer pessoa de bem faria: apresente queixe contra mim por difamação. Como todos sabemos é das coisas mais simples de fazer hoje em dia em Portugal.

 

 

 

15
Jul10

Octópodes, desportistas e escritores "menores"

Vitriólica

A proposta de baptizar uma rua do Porto com o nome de José Saramago foi anteontem chumbada na Câmara Municipal do Porto.

Tábem, pra alívio dos vereadores CDS/PSD, o Senhor até nem é tripeiro - se calhar praeles já é uma boa razão.

Por outro lado, não me espantava nada que, se a proposta fosse pra dar o nome de Cristiano Ronaldo a uma rua - quiçá uma praça, um beco ou até uma moderna rotunda... - fosse aprovada por unanimidade e aclamação, com vivas e tudo.

 

Não tenho nada contra o Cristano Ronaldo que até me parece bom rapaz e tem um corpinho catita (embora de cara não o ache lá grande coisa, ao contrário das rapariguitas jovens que me parece confundirem corpo+fama+dinheiro com palminho-de-cara). Se quiserem pôr o nome dele numa rua, ou travessa, ou chafariz não tenho nada contra nem a favor, há quem mereça mais e quem mereça menos.

 

Na Galiza há uma cidade que quase "nacionalizou" um polvo só porque ele gostou mais de comida numa caixa vermelha-amarela que da outra, estava disposta a comprar-lhe o passe por 30.000€, deu-lhe o título de "Amigo da Cidade", e até o convidou prà festa anual...

Eu cá sempre tive pra mim que se os espanhóis pudessem teriam comprado/nacionalizado o José Saramago; até o promoveram a escritor "ibérico" e no fundo já deviam tar convencidos que afinal a Azinhaga se chamava Aziñaga e ficava ali pròs lados de Valladolid ou Frejo de Espiada à la Ceinta. Aposto que qualquer dia inda vai ter uma calle ou duas com o seu nome, se é que já não tem.

 

Falando de outras coisas, havia um escritor brasileiro, um tal Jorge Amado, candidato ao Nobel que não chegou a ganhar... e comunista, e que ainda por cima escreveu uns livros com umas cenas um bocadinho... marotas, por assim dizer; mas os brasileiros deram o seu nome a uma quantidade de ruas e até avenidas, que são assim mais importantes e principais...

 

Mas o Puôrto não, o Puôrto é um mundo, carago, e o Saramago é piqueno demais pra mentalidades piquenas que decidem os nomes das ruas do Puôrto. Ainda se fosse o Eusébio, ou o Nove de Julho (por acaso esta rua existe no Porto, pra comemorar o desembarque do Exército Libertador em 1832)... Agora um tipo quase-desconhecido, que escrevia livros sobre coisas católicas de uma maneira pouco católica; um fulano que não usava os pontos e as vírgulas como manda o figurino gramatical (quem usa, nos dias que correm???), e ainda por cima comunista? Um tipo que só fez duas coisas importantes na vida: ser dos escritores portugueses mais lidos, traduzidos e conhecidos no mundo, e ganhar o Prémio Nobel da Literatura, que é assim tipo o Cristiano Ronaldo ter sido o Melhor Futebolista do Mundo...

Têm muita razão os Senhores Vereadores do PSD e do CDS da Cãmara Municipal do Puôrto: eles não merecem viver numa cidade que tenha uma rua com o nome de José Saramago.

E disse.

 

(Actualização: um texto sobre o mesmo assunto - este bem escrito, da autoria de um escritor premiado e colunista do JN )

14
Jul10

Vive la France, vive Sérgiô Paulinhô!

Vitriólica

Orátão, pois vive la France que hoje é dia importante lá na terra dos franciús.

Eu que há trinta e um anos passei lá este dia - de visita à minha prima Mariette que trabalhava em Grenoble no ménage - sei que aquela gente festeja a sério, assim mesmo em grande. Ele havia bailaricos em todas as praças e pracetas (todas enfeitadas com faixas, rosetas e festões com as três cores da França), enfim, era uma espécie de santos populares mas na França inteira e sem sardinha assada nem martelinhos nem marchas. Aquela malta divertia-se à brava, e houve um fogo de artifício "do caraças", - desculpem a expressão - uma maravilha a condizer com os duzentos anos da comemoração.

 

Não sei porquê, hoje só me lembrei da Liga Feminina dos Feriados é Quando Um Governo Quiser. Aquelas senhoras deputadas do PS que tiveram a (nem sequer original!) ideia de mudar os nossos ricos feriados haviam era de ir pedir aos franciús pra mudarem o seu querido Catorze Juillê que inda iam fazer companhia à Marie Antoniette (desde que ouvi o Joé Castelo Branco pronunciar assim, acho muito mais chic) com um lindo colar tipo Guillotine à volta do pescoço, oh! se iam!!!

 

Ter um feriadinho é bom, lá isso é. Mas não é o mais importante: pra muitas pessoas aquela data tem um significado, tem a importância de ter sido naquele mesmo dia, há muitos (ou poucos) anos que aconteceu  qualquer coisa que fez mudar a vida de muita gente - quase sempre de um  país inteiro, às vezes de muitas pessoas em muitos países (como no caso do Natal dos católicos).

Um feriado não é (mais) um dia de folga que só serve pra diminuir a produtividade do país - um feriado é um dia para lembrar um momento histórico, contar aos mais novos o que aconteceu naquele dia que o tornou digno de ficar assinalado no calendário.(eu só vivi um dia histórico que foi o 25 de Abril, e quando a minha Cèlinha era chavalita contei-lhe muitas vezes a história e as minhas histórias daquele dia: pelo menos aquele pedacinho da História de Portugal, ela conheceu-o pela boca de uma testemunha, e ficou a saber como foi importante - para mim e para ela)

Se a Liga Feminina dos Feriados é Quando Um Governo Quiser propusesse que nos feriados todos os órgãos de informação - escrita, falada e televisionada - fossem obrigados a transmitir pelo menos um programa de meia hora sobre o acontecimento, aí sim, o país ficava a ganhar: haveria mais uns quantos portugueses a conhecer melhor a nossa História.

 

O problema é que hoje só se pensa no dinheiro que se pode espremer das pessoas, e nunca nas pessoas a quem se espreme o dinheiro.

A gente sabe que a crise tá brava, que é preciso produzir, e coisa e tal - mas será essa a única forma? (Lembra-me quando o Primeiro Ministro  Tosco Cavaco quis fazer o Sol nascer mais cedo por causa da economia, e as criancinhas iam prà escola de noite e não queriam deitar-se às 10 horas porque ainda era de dia, e até o meu Cocó apanhou uma coisa que era assim tipo Jet Lag e andou maluco um ror de tempo. Ao fim de contas a medida acabou por não vitaminar a economia nem as empresas, e voltámos à hora antiga, graças ao bom-senso de um governo seguinte).

 

Voltando ao princípio da história, pois que Vive la France e que viva o nosso Sérgiô Paulinhô que hoje meteu uma lança na Bastilha e ganhou a etapa da volta à França. Força nas canetas, Sérgiô, parabéns pour toi, e assim toda a gente volta a lembrar-se do nosso Ágostinhô que foi o nosso primeiro herói internacional das duas rodas! (e se puderes ganhar essa coisa tanto melhor, que os nossos vacanças vão ficar felizes e orgulhosos, oh. se vão!)

 

Alonzâfâ de lá pátriiie, le jour de gloir'ééét'arrivê!

 

 

 

 

La Carmagnole - canção revolucionária de autor desconhecido, criada em 1792 - dois anos depois da Revolução Francesa - tornou-se muito popular em toda a França (pelo menos, foi o que me explicou a patroa da prima Mariette)

14
Jul10

ATL de Verão

arcebisposarrafeiro

 

Mais Serviço Público 31 da Sarrafada:

 

Férias escolares?

Filhos em casa?

Você no trabalho?

Nós damos a solução.

Invista no futuro.

 

Programas de ATL/OTL realmente úteis:

 

Quinzena da Fuga ao Fisco

 

Vem aprender corrupção activa e passiva connosco

 

O fantástico mundo das off-shores e contas na Suíça

 

Para mais oferta consultar o site da C.M. de Oeiras

Organização: I.M. & Sobrinhos, Ilda.

 

14
Jul10

Se o Agostinho podia viver sem cartões, porque não...

arcebisposarrafeiro

Pergunto eu que não percebo nada disto e como sempre me ensinaram, quem não sabe, pergunta (sim, já googlei mas não há resposta): Não há risco de os jovens, ante uma perspectiva de vida com reforma miserável lá para os 70 anos (mais coisa, menos média, uma esperança de vida razoável numa cabeça de dezoito anos); emprego precário; ensino, saúde, justiça não asseguradas ou de qualidade duvidosa não vejam vantagem absolutamente nenhuma em ser contribuintes?
É fácil e possível. Não, não é, podem dizer-me. Não conhecem a realidade respondo agora eu. Isto já está a acontecer, uma cultura de "não tenho casa, não caso, não tenho filhos, vivo de expedientes/trabalho precário/auto-emprego-sem-

recibos-verdes, não pago impostos - com sorte ainda recebo o rendimento mínimo - não desconto para a segurança social, o futuro? quero lá saber do futuro".
Que consequências pode ter para uma sociedade - da sustentabilidade dos sistemas de solidariedade social ao declínio demográfico - um alastrar deste quase niilismo e total distanciamento sociedade civil/estado? Ou, como diria Teresa Guilherme, "isso é lá prá frente, isso agora não interessa nada" ("que temos as do rating à perna" alguém sussurrou ali dum canto).

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