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31 da Sarrafada

31 da Sarrafada

18
Jun10

Oops - O Tweet do @gppsd

Catarina Campos

Todos os dias há calinadas no Twitter. Hoje, mais uma, esta: o Twitter do Grupo Parlamentar do PSD meteu um tweet errado. Ou por outra, alguém devia ter um Tweetdeck aberto com várias contas e pimba! Vai o tweet (até cómico) para a conta errada. Oops.

 

É, convenhamos chato. E, claro, uma calinada destas é logo um maná para retwitar, comentar, atirar uns calhaus, essas coisas que todos os dias acontecem no Twitter e, passadas umas horas, já ninguém se lembra. Aquilo é volátil, efémero e não passa de uma calinada. Era a coisa mais simples de resolver: um tweet a seguir a dizer "oops, caneco!" ou, em versão institucional leve "Lamentamos esta ocorrência, foi um lapso, o programa segue dentro de momentos". Até mesmo em versão pomposa e com as rendinhas possíveis de caber em 140 caracteres "O GPPSD apresenta as suas desculpas pelo lapso anterior". "As maiores desculpas", se coubesse. "Lapso gravíssimo" se coubesse e se a intenção fosse mesmo ser em renda de bilros. E mais uns "lamentamos imenso e adoramos o Saramago como toda a gente (mas temos cá um palhaço que estava a olhar para o lado quando clicou no "send")". Qualquer coisa serviria para transformar um fait divers numa banalidade à prova de bala. Quem nunca se enganou que atirasse a primeira pedra ou fosse votar no Cavaco ou isso.

 

Mas não. Quem lá está atrás da conta deve ter entrado em pânico e, à falta de um hacker mais à mão, fez a PIOR coisa que poderia ter feito. Apagou o tweet. Sim, leram bem: apagou o tweet. Limpou aquela frase da timeline. Desapareceu, volatilizou-se. Nunca existiu? Claro que existiu. Uma pessoa como eu pode apagar 50 mil tweets que ninguém dá por nada e não tem qualquer importância. Mas uma conta oficial de um grupo parlamentar de um partido que se quer oposição, não pode apagar tweets. Pode apagar Tweets como "na terça que vem, todos à São Caetano" por se tratar de uma coisa temporal, mas não pode apagar um lapso destes. Não pode. Porque toda a gente já viu, já se riu, já fez print screen e já publicou: este tweet tem agora uma casa de férias no google para todo o sempre, que passa a ser a residência oficial, já que o seu autor resolveu atirá-lo borda fora porque era embaraçoso.

 

Caríssimo Grupo Parlamentar do PSD: embaraços irão ter e bem piores, quando chegarem ao Governo. Embaraços, chatices, coisas menos boas, chatas, aborrecidas, no mínimo, sei lá, coisas como défices graves, crises, falências, desonestidades institucionais, concursos menos transparentes: acreditem que não é a escondê-las que se resolvem. Mas um gajo tem que ser uma pessoa de bem SEMPRE. Se não admitem um erro de merda destes, como raio querem que depois as pessoas acreditem que vão assumir os grandes?!

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 19.06.2010

    O psd só retirou o tweet depois de toda a gente ver o printscreen da API do twitter? Então porque não houve RT's? Parce óbvio que o tweet foi um lapso de um operador que lançou o tweet na conta errada. Quem conhece as aplicações do twitter com várias contas sabe que isso é recorrente. Vejam os registos do socrates2009 ou do bloco ou do próprio cds-pp. até nos jornais já acontece.
    Parece-me que aquilo terá sido um tweet que esteve uma meia dúzia de segundos no ar (acho que não houve RT's) e que foi imediatamente apagado. Valorizar a questão para além disso parece despropositado. Acho que o buzz que tentamos fazer e repetir e insistir nestas questões acabará com ONG's, Imprensa, Institutos públicos, partidos e outras contas institucionais maior retracção e ausência das redes sociais. Todos pedimos que ONG's, partidos, jornais coloquem conteúdos de forma gratuíta em plataformas "sem filtro". Mas depois queremos lançá-los à fogueira, não é? Um mimo para os conservadores.
  • Imagem de perfil

    FF 19.06.2010

    Olá "Não dou a cara mas gosto de comentar",

    Diz que:
    "Acho que o buzz que tentamos fazer e repetir e insistir nestas questões acabará com ONG's, Imprensa, Institutos públicos, partidos e outras contas institucionais maior retracção e ausência das redes sociais. Todos pedimos que ONG's, partidos, jornais coloquem conteúdos de forma gratuíta em plataformas "sem filtro". Mas depois queremos lançá-los à fogueira, não é? Um mimo para os conservadores."

    Sinceramente não percebo o seu raciocínio, mas visto que é comentador(a) habitual no 31 da Armada tenho uma ideia ao que vem. O que talvez não tenha ideia é do que vai levar em retorno.

    Primeiro que tudo aprenda a escrever sim?

    "(...)acabará com ONG's, Imprensa, Institutos públicos, partidos e outras contas institucionais maior retracção(...)"

    Isto não quer dizer absolutamente n-a-d-a. Nota-se que não se sente confortável a falar destes temas que não os domina e mesmo assim veio aqui falar sobre ele. Erro crasso mas é convidado a aprender.

    Para isso basta ler o post e as soluções que são dadas.

    Mais ainda: faça uma pesquisa no Google sobre "best practices for social media" e vai aprender como é que se faz control damage de uma situação destas: em nenhuma das soluções que vai encontrar se encontra a "meter a cabeça na areia e esperar que ninguém dê por ela".

    Sinceramente não me admira a atenção que o tweet recebeu e acho até positivo que se esteja a discutir o tema pois pode ser que assim todos tirem ensinamentos desta situação que pode acontecer a toda a gente MAS que se pode lidar de uma maneira correcta ou incorrecta.

    Quem está por detrás da conta do GP do PSD decidiu meter a cabeça na areia e tentar a desinformação, da qual o seu comentário é exemplo.

    Quanto aos conteúdos livres, nem vá por aí.

    O disponibilizar de conteúdos em regime de Creative Commons de um partido, instituto ou mesmo de um organismo do Estado nada tem a ver com este tema: são coisas distintas nem que seja por uma só razão:

    Quem gostaria de ver os regimes de Creative Commons serem aceites pelos partidos e pelo Estado Português nunca lhe passaria pela cabeça apagar um tweet.

    É, mais uma vez, uma questão de estilo, de cultura e de maneira de estar na vida.



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