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31 da Sarrafada

31 da Sarrafada

08
Jun10

Legalize it!

Catarina Campos

 

 

 

 

Uma das formas mais simples e rentáveis de dar uma resposta rápida à crise, já sem falar na resolução de um problema de saúde pública, é este: legalize it. Ou, trocado por palavras portuguesas - embora não sob as normas do novo Acordo Ortográfico - legalizando as drogas. Não me refiro à pseudo-legalização que nunca percebi qual é exactamente, de um gajo não ir preso por fumar um charro na rua, mas ir preso por levá-lo no bolso ou lá o que é, e sim à legalização de ervinhas e outras coisinhas (pra rir, chorar ou mesmo alucinar). De todas as drogas. Legalizar todas as drogas, já. Tudo. Tudo legal. Importação directa do produtor, agricultura biológica, nos casos em que se aplique, aprovação pelo Infarmed no caso dos químicos e restantes pós, ácidos, comprimidos e afins. Venda nas farmácias a maiores de 18 anos, desde que portadores de receitas passadas pelos Centros de Saúde, mas sem qualquer comparticipação do Estado. Uma chatice, não haver unidoses em Portugal, vai ter que se aviar caixas de 60, a malta pode abusar, mas já abusa assim e normalmente abusa em pó de talco, cal e veneno para matar baratas. Ao menos abusa legalmente e com segurança controlada.

 

 

Vamos lá ver as vantagens deste processo:

 

- Fim dos perigos de saúde pública, motivados por abusos dos acima referidos adoçantes e conservantes menos católicos, por assim dizer;

- Aumento do turismo de qualidade e mesmo do sem qualidade nenhuma, ao qual de qualquer forma já estamos habituados;

- Fim do charme todo de usar drogas ilicitamente, para chatear pais e afins e ser-se do contra: comprar na farmácia não tem piadinha nenhuma;

- Corte radical dos lucros ilícitos, branqueamento de capitais de resultados obtidos com a venda de drogas e essas merdas;

- Aprovação pelas entidades competentes das normas ISO relativas às drogas;

- Um país inteiro a rir com uma moca descomunal cada vez que um ministro anuncia mais um aumento de impostos.

 

Desvantagens:

 

- Hum...nenhuma. Algumas pessoas são capazes de morrer mais cedo. Azar. Também podem ter um AVC a preencher o Modelo de IRS das Finanças.

 

 

 

Estatísticas do consumo de cocaína

Estatísticas: tendências por drogas

 

 

(imagem daqui, sob licença CC)

3 comentários

  • Imagem de perfil

    Catarina Campos 11.06.2010

    Queremos resolver a crise com muita coisa. Essa é uma delas. Se for aqui ler estes posts verá que resolvo a crise sempre com ideias. Calhou que esta já tinha sido de outro gajo qualquer. que eu desconhecia por completo, e daí? Isso é razão para me acusar de plagiadora e dizer que eu traduzi uma coisa escrita por outrém? quem está de má fé é o Filipe e agora foge com o rabo à seringa, quando percebeu que me acusou sem qualquer razão.

    Sobre obras públicas: http://www.100nada.net/referendo-as-grandes-obras-publicas-ja/2010/04/30/

    Sobre a viabilização da AR http://31dasarrafada.blogs.sapo.pt/117699.html

    E sobre a crise em geral http://www.100nada.net/4-a-crise-financeira-trocada-em-moedas-de-cinco-centimos-portugal-2010/2010/04/28/

    Calha que resolver a crise é uma ideia muito enraizada em mim, já que faço parte dessa gente horrível que são os economistas e vêem sempre tudo em formas de ganhar algum seja com o que for.
  • Imagem de perfil

    Catarina Campos 11.06.2010

    Só mais uma coisa: para além de gostar que colocasse aqui o tal texto que diz que eu traduzi, ainda agradecia que me apontasse no meu texto onde exactamente é que eu me arrogo o pensamento original da despenalização das drogas como medida para acabar com a crise: se soubesse ler e entendesse a ironia, perceberia que sim, eu sou a favor da despenalização, mas não, não acho nada que resolva a crise coisa nenhuma. Se esse tal Bill acha que resolve uma crise grave de um país a despenalizar as drogas, deve ser um palerma completo.
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