Espólio Sarrafeiro
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Direito à greve? Claro que sim, agora talvez mais que nunca desde 74. Mas, e  direito a greves justas? Esse não temos? Porquê?
Qual a lógica de fazer greves que apenas prejudicam quem as faz e os utentes dos serviços em greve e nunca as entidades e atitudes contra as quais se protesta? Que ganham os trabalhadores em greves que, uma após outra nada resolvem, em ter ainda a opinião pública contra eles? Por comodismo, falta de solidariedade, compreensão... será. Mas uma realidade. Ninguém gosta de não ter transporte para o trabalho por causa de uma greve.
Podia ser diferente? Eu acredito que sim. Sempre pensei e ouvi "porque é que não fazem greves que atinjam as entidades patronais e não os utentes?". Sempre ouvi "lamentamos mas não há outra forma". Há. Greves de zelo. Se em Março os trabalhadores da empresa de transportes X anunciarem que no mês de Abril não irão ser verificados os títulos de transporte, dando um claro e seguro sinal - não vale depois mudar a meio, porque isso sim é uma luta - de que "em Abril não se paga", quanto vai doer isso em milhares de passes e bilhetes por vender? Talvez não servisse de nada quando no sector público o solícito estado correria a tapar esses eventuais buracos... com o nosso dinheiro... Hoje não pode. Não tem. Iria "doer", sim.
Porque conseguem negociar com as administrações os operários de uma fábrica? Porque os patrões precisam da fábrica a laborar para ter lucros. Só. Pela mesma razão são inócuas as greves da função pública. O patrão Estado já não tem lucro, que mais dá uma greve se até reduz custos?



Uma Sarrafada de: arcebisposarrafeiro às 10:10
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1 comentário:

Pois, a greve é chata... @ 10:55

1/4/11

Só um pormenor:

A greve é, de facto, um direito e fazer aquilo que propõe, uma greve de zelo (mas ao contrário), não só não é um direito como pode levar ao despedimento por incumprimento de deveres do trabalhador.

E é óbvio que uma greve num prestador de serviços irá sempre complicar a vida a alguém, para além do empregador. Mas é nestes momentos que se vê se há ou não solidariedade com quem luta pelos seus direitos.

Sim, direitos! Não temo escrever esta palavra.
Somos pessoas, temos direitos.
Não somos escravos.
Isso já lá vai, embora haja muitos saudosistas...

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