Espólio Sarrafeiro
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

 

 

"nota: tenho notado que, mais uma vez e nestas questões, é preciso relembrar a definição de argumentum ad hominem se aplica a todas as partes e costuma desclassificar quem a ele recorre."

 

O membro do "31 da Armada" e do "Albergue Espanhol" que mais uso faz do argumentum ad hominen vem a terreiro falar sobre a Wikileaks. Pelos vistos o argumentum ad hominem pode ser usado  para umas questões e para outras não. E quem decide é o Afonso. Para onde mando o requerimento?

 

Depreendo pelo teu post  - e corrige-me Afonso se estiver errado - que és daqueles que acredita que Guantanamo é essencial para a segurança do planeta; que as violações das convenções de Genebra são essenciais para a segurança do planeta; que os abusos feitos em prisões Iraquianas são essenciais para manter a segurança no planeta. Eu não acredito nisso, tal como não acredito que um massacre de inocentes traga seja o que ford de positivo não olhando a quem o faz ou não. Pura e simplesmente está errado.

 

Eu penso que o que é um local estratégico de segurança para os Estados Unidos não o é, imediatamente, para o resto do mundo. E isto não é ser anti-americano. É apenas pensar pela minha cabeça e achar que, tal como todos os países, os Estados Unidos têm coisas fantásticas e depois têm outras péssimas.

 

Ainda está por provar, Afonso, além das demissões que têm sido anunciadas directamente ligadas ao "Cablegate", que efeitos nefastos na segurança mundial pode a revelação destes documentos ter trazer. As responsabilidades políticas que estão a ser tiradas advêm não de uma coisa muito simples: foram cometidos erros gravíssimos e quem os cometeu terá que assumir responsabilidades.

 

Penso que continuar a  discussão centrada no argumentum ad hominem contra o Julian Assange em vez de olhar para os factos é errado também, e por isso acho que o Luís Naves esteve completamente ao lado na sua análise.

 

Ou os factos só interessam quando é para atacar o Governo?

 

PS: Afonso, faltou-te colocar um link nos hackers. Estás a vontade para apontar para o meu blog http://wikileaks.thezargon.org

 

Imagem: "Justice" Statue at the Elks National Memorial - Chicago sob uma licença Creative Commons por TRAFFIK [US]



Uma Sarrafada de: FF às 13:07
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2 comentários:

Afonso Azevedo Neves @ 15:48

6/12/10

Bem Fernando, por partes:

A questão da divulgação de locais estratégicos não é uma questão de crenças, é objectiva e tem consequências práticas em caso de ataque, consequências que podem ser globais, não é uma questão ideológica, é um facto incontroverso e historicamente perceptível, se estivermos a falar de locais estratégicos para a segurança da China ou da Rússia, da Índia ou do Brasil - num futuro muito próximo - será um problema similar. É a essa questão que me refiro no post. A mais nenhuma. Nem sequer a utilidade ou a relevância das informações do wikileaks sobre outros assuntos ou da própria existência do mesmo.

Sobre essa e que é sobretudo uma questão de acesso à informação, posso estar muito errado, mas tenho a sensação que estamos a brincar com um revolver com poucas câmaras vazias.

Quanto ao que depreendes que sou, não sei que te diga. Não vejo nenhuma das questões que mencionaste em termos simplistas e gostaria de ter resposta cabal para todas, não tenho certezas e tenho dúvidas em todas elas, mas percebo o alcance da conclusão que queres retirar e que não posso impedir. Concluí o que quiseres se te sentires mais confortável assim.

"que mais uso faz do argumentum ad hominem"? Se o dizes, muito bem. Acontece que eu apresentei uma camisa que serve a todos - não me excluí - mas parece que vieste responder que eu a tinha feito só para ti (Frank Herbert dixit) quando assim não foi, mas registo que não te excluíste das consequências.

Assange estará a ser vítima de um "assassinato de carácter" – o argumentum ad hominem é mais um meio - dada a manifesta oportunidade das notícias que o dão como suspeito de um alegado crime de violação ou coisa similar que tb não se entende muito bem o que será ou não será. Ressalvo, no entanto, que é discutível que a acusação de violação seja necessariamente uma questão privada e nem sei se lhe convém que seja no ponto em que estamos. Duvido que Assange não imaginasse no que se estava a meter ou não estivesse preparado, é uma questão de esperar pela resposta.

Quanto às informações sobre o envolvimento do governo português linkas um post do Prof. Menezes Leitão, que ele assina, no Albergue Espanhol. Ora acontece que tanto no 31 como no Albergue nunca me senti obrigado a concordar com posições de um companheiro de blogue, não é um colectivo nesse sentido. Eu tomo as minhas posições e assino.


Abraço

FMCMP @ 18:53

7/12/10

"Eu penso que o que é um local estratégico de segurança para os Estados Unidos não o é, imediatamente, para o resto do mundo." - depreendo que então não encontre problema nenhum com a informação divulgada, visto esta apenas por em risco a segurança dos norte americanos e assim, claro, está tudo bem pois não nos trás necessariamente um problema. Ok...

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