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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

 

(Imagem em Alta Resolução aqui)

 

 

Os gastos da administração pública em software Microsoft ascenderam aos €17.897.048,84 nos últimos 2 anos. Estes gastos foram realizados entre aquisição de novo software, renovação de licenças e "manutenção" das mesmas.

 

Sendo que existem alternativas em termos de software livre que outros países já adoptaram, e continuam a adoptar,  (França, Noruega, Brasil e Estados Unidos entre outros) é fundamental que o estado Português comece a cortar com a sua dependência da Microsoft e siga as melhores práticas que trazem pelo menos duas vantagens:

 

1. Redução de custos

2. Incentivo ao desenvolvimento de software baseado em tecnologias open-source localmente.

 

Enquanto isso não acontece, não se percebe como é que o estado Português não compra directamente à Microsoft (a única excepção foram os CTT) poupando nas margens dos intermediários.

 

Retirando os €4.96.480 dos CTT (que adquiriu o seu software directamente à Microsoft Irlanda) a CPCIS é responsável por 32% do fornecimento de software Microsoft à administração pública, muito acima da Microsoft Portugal que fornece ao estado Português aproximadamente o mesmo que o El Corte Inglês Informática.

 

Fonte: BASE (apenas Ajustes Directos)

 


 


 


sinto-me: com uma agenda

Uma Sarrafada de: FF às 22:37
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25 comentários:

Ecotretas @ 10:04

14/10/10

O que é que é isto comparado com os 700 MILHÕES que pagamos todos os anos pelas tarifas feed-in das eólicas???

Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 11:30

14/10/10

Se juntarmos todas as despesas supérfluas em software proprietário feitas pela AP, rapidamente ascendes a vários milhares de milhões de Euros.

Ecotretas @ 13:03

14/10/10

Eu, o tempo que tenho perdido com o open source já me dava para pagar não sei quantas licenças da Microsoft... Fazes como todos os outros: só contas um dos lados do problema... Faz as contas como deve ser!
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 15:06

14/10/10

Não sei o que fizeste, nem a tua experiência na área em particular portanto não posso comentar, mas em geral e na maioria dos casos há despesas muito supérfluas e perfeitamente evitáveis.

Seja como for, gostaria de saber a tua opinião a respeito da ilegalidade destas despesas, em vez de desviares o assunto para questões muito mais subjectivas.

Ecotretas @ 17:07

14/10/10

Não sei se são ilegais, ou não! O que eu sei é que é perfeitamente razoável pagar-se por software... Há muitas empresas portuguesas nesse domínio, que cobram pelo seu software. O que eu acho que é claramente ilegal, é utilizar software pirata!!! Portanto, se utilizam software Microsoft, devem pagar. Se acham que não estão em condições de pagar, então devem equacionar outras possibilidades, mas depois de se fazerem as contas como devem ser!
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 17:19

14/10/10

Boa tarde,

Os dinheiros são públicos, e acima de (se não me engano) 75.000 EUR em software tem de ir a concurso público.

As excepções que podem ser adjudicadas directamente na ordem dos milhões de euros que foram recentemente legalizadas (indevidamente no meu entender) são para grandes empreitadas.

Penso que concorda que 1 milhão de Euros é "ligeiramente" acima do limite de 75 mil Euros, tornando essa despesa claramente ilegal, não acha?

Tendo em conta que estas despesas são sobretudo para Windows e Offices, algo perfeitamente substituível por Software Livre, estas despesas revelam-se como desperdícios supérfluos de dinheiro público.

Afinal estamos ricos ou em crise?

Aumentar os meus impostos tudo bem, mas baixar a despesa (sobretudo as claramente supérfluas e/ou ilegais) já é mau?

Ecotretas @ 17:36

14/10/10

Repare no que eu disse:
"Se acham que não estão em condições de pagar, então devem equacionar outras possibilidades, mas depois de se fazerem as contas como devem ser!"
A ANSOL tem algum estudo, adequado à realidade portuguesa, incluindo nomeadamente o valor de TCO, para a mudança de Windows+Office para tecnologias open-source?
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 23:00

14/10/10

«A ANSOL tem algum estudo, adequado à realidade portuguesa, incluindo nomeadamente o valor de TCO, para a mudança de Windows+Office para tecnologias open-source?»

A utilização de Windows e Office pela vasta maioria das pessoas é tão básica que, do ponto de vista de um utilizador *importante ter isto em conta*, qualquer desktop GNU/Linux com GNOME ou KDE e OpenOffice.org (ou LibreOffice agora) supriria as suas necessidades com um mínimo de formação.

Se a coisa for feita gradualmente, com cuidado para resolver os detalhes das dependências cruzadas em formatos proprietários (um verdadeiro ninho de ratos), pode-se substituir o software parte por parte praticamente sem necessitar formação adicional.

De notar que 99% dos funcionários públicos não faz a administração do software que utiliza, isso é feito por outros. As coisas avançadas e mais complicadas são feitas por administradores de sistemas que têm a obrigação de saber mais do que um mero utilizador.

Ecotretas @ 07:42

15/10/10

Resumindo, era o que eu esperava: um conjunto de pressupostos, mas estudos népia... Como nas energias alternativas, todos dizem que é bom, mas contas como deve ser, nada... Ao menos, nas energias alternativas ainda há alguns estudos peer-reviewed, embora sistematicamente engatados. Rui, no teu domínio, aparentemente, nem isso?
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 07:56

15/10/10

Resumindo: as despesas actuais em software são em grande parte supérfluas, muitas ilegais, e nenhuma fundamentada por qualquer estudo.

Porque estás tu preocupado com optar por Software Livre quando em muitos outros países chegaram à conclusão que tiveram poupanças brutais?

No Brasil chegaram a redireccionar as poupanças para programas alimentares de apoio contra a fome com muito sucesso.

É só fumaça tua...

Ecotretas @ 08:54

15/10/10

Insisto! Onde estão os estudos de TCO? E se não for pedir muito, de uma entidade isenta?
Ecotretas
PS: Para tua informação, utilizo software livre, e Microsoft, e por isso é que estou tão à vontade naquilo que digo: não é linear que o software livre tenha um TCO inferior ao do software pago, nomeadamente da Microsoft!!!
PS2: Ainda por cima, não se pode confiar no software livre! Vê por ti, depois das muitas vergonhas, a última das quais implícita neste thread (OpenOffice vs. LibreOffice)

Rui Miguel Silva Seabra @ 09:18

15/10/10

«Insisto! Onde estão os estudos de TCO? E se não for pedir muito, de uma entidade isenta?»

Podes insistir o que quiseres para fugir da questão da ilegalidade e ausência de justificação da maioria das despesas feitas em software proprietário.

Por mim estou farto de dar atenção a trolls.

Ecotretas @ 10:06

15/10/10

Acabaste os teus argumentos, e agora acenas com a bandeira do troll??? Eu não estou a fugir de questão nenhuma! Pelos vistos, quem gosta de fugir és tu... Falas, falas, falas, mas não dizes nada!Não gostaste do exemplo do OpenOffice, né? Ou será que para além da Microsoft, também não gostas da Oracle? Com umas pesquisas Google, é tão fácil perceber-te!
Portanto, para teres esta abordagem, é porque não tens mesmo nem sequer um estudo TCO, certo? Quanto mais para a realidade portuguesa... És apenas mais um dos muitos tretas que exponho.
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 16:07

15/10/10

«Acabaste os teus argumentos, e agora acenas com a bandeira do troll??? Eu não estou a fugir de questão nenhuma! Pelos vistos, quem gosta de fugir és tu... »

Apenas não tenho prazer nenhum em falar com covardes anónimos que estão pouco dispostos a ter conversas intelectualmente honestas.

A tua atitude é típica de um troll. Se não gostas de ser assim reconhecido, não a tenhas.

Ecotretas @ 17:53

15/10/10

Tu não tens prazer agora, porque ficaste sem argumentos!Se és um homem de princípios, tinhas essa atitude no início da discussão!!!
Não és capaz de provar, como deve ser, que o open-source é melhor que o software pago. ESSE é o teu problema!Se TU fosses intelectualmente honesto, dizias onde estavam tais estudos. Mas como eles aparentemente não existem, tentas agora fugir com o rabo à seringa!!!
Portanto, tens duas hipóteses: ou avanças com os estudos TCO para a realidade portuguesa, ou admites que eles não existem. Não há hipótese intermédia! Eu não terei qualquer problema com qualquer uma das duas hipóteses...
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 18:39

15/10/10

Meu, a Microsoft não te paga o suficiente, a sério. Não vale a pena gastar a vida a trollar blogs.

Não dou a cara mas gosto de comentar @ 09:54

16/10/10

Não, a Microsoft nunca me deu nada. Nem gosto particularmente deles.
Mas tu, tu não és homem nem és nada! Repito, tens duas hipóteses: ou avanças com os estudos TCO para a realidade portuguesa, ou admites que eles não existem. Não há hipótese intermédia!
Ecotretas

Rui Miguel Silva Seabra @ 11:28

14/10/10

«Retirando os €4.96.480 dos CTT (que adquiriu o seu software directamente à Microsoft Irlanda) a CPCIS é responsável por 32% do fornecimento de software Microsoft à administração pública, muito acima da Microsoft Portugal que fornece ao estado Português aproximadamente o mesmo que o El Corte Inglês Informática. »

Não devias retirar, porque quase todo esse valor segue para a Microsoft tendo apenas a CPCIS como mero intermediário.

FF @ 12:03

14/10/10

Rui, como podes ver pelo gráfico não retirei o valor. O que citas é um mero exercício de aprofundamento dos dados que tomei a liberdade de fazer.

Já agora, preciso do teu contacto para falar contigo.

Rui Miguel Silva Seabra @ 15:08

14/10/10

rui ponto seabra em ansol ponto org chega? :)

Sandro Nóbrega @ 11:50

14/10/10

A promiscuidade do estado com a microsoft revela-se da pior maneira nos conteúdos escolares da disciplina de informática logo no 5.º ano.
Naquela disciplina os alunos são convenientemente formatados para trabalharem em ambiente windows e com o pacote de aplicações do Office da microsoft.
Imaginem a quantidade de licenças que o min edu tem que adquirir para as centenas de escolas e milhares de computadores utilizados pelos alunos...
Estranhamente o famoso Magalhães tinha a possibilidade de utilizar o linux... onde está a coerência?

FF @ 12:04

14/10/10

Excelente comentário Sandro.

a_republica_cadaver @ 16:53

14/10/10

Obrigado. Muito mais havia a dizer mas outras oportunidades surgirão. Não querendo abusar aqui vai um link para um texto que espero trazer algo um pouquinho novo.
http://a_republica_cadaver.blogs.sapo.pt/333.html

Rui Miguel Silva Seabra @ 15:10

14/10/10

Bingo! Sobretudo se contarmos que a cadeira de TI não devia ser uma "formação de viciados em Microsoft" mas sim uma cadeira que ensinasse a utilizar o computador para tirar proveito dele para as outras cadeiras (e em mais factores do que simplesmente escrever os relatórios).

A título de exemplo cito o Celestia, o Stellarium, o Maxyma, etc...

Rui Miguel Silva Seabra @ 15:10

14/10/10

Esqueci-me de incluir que este software está nos repositórios do CaixaMágica, não sendo necessário fazer mais despesa quer para os pais quer para o Estado, para poder utilizá-los.

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