Espólio Sarrafeiro
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Então, agora... numa altura em que o Povo, está a tomar o poder pelas suas mãos, assistimos a um golpe de estado no Bloco de Esquerda?

Então as comadres estão chateadas? 

Querem ver que qualquer dia ainda tentam definir ideologicamente o BE? 

Se calhar deviam ter-se lembrado antes de terem metido tudo dentro da liquidificadora.

 

Agora que têm um belo batido de tutti-fruti é que se lembram de andar a tentar apanhar os bocadinhos de bananas?



Uma Sarrafada de: calvas às 16:25
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
 
Numa destas manhãs ouvi, na M80 (imagine-se), um daqueles apontamentos económico-políticos para básicos (como eu) lavrado por Camilo Lourenço. Disse, com uma semana de antecedência, aquilo que o presidente do Millennium BCP veio dizer e que é uma constatação óbvio: com estes juros da dívida, é mais fácil alimentar um burro a pão-de-ló! Com um financiamento externo destes, duvido até se a Cetelem ou a Mediatis não fariam um preço mais em conta a Teixeira dos Santos. Até lhes renovavam a frota de carros ministeriais outra vez, tipo surpresa num ovo kinder.
 
Publicidades à parte, o esforço do nosso Primeiro em retardar ao máximo a entrada dos bulldozers da finança mundial é meritório. É pena é ter sido preciso atiçarem o orgulho nacional - com o fantasma do FMI - para os merceeiros do Terreiro do Paço tirarem o lápis da orelha e fazerem as contas com mais atenção. Ainda falta saber se tamanha travadela, como lhe chamou o Expresso, foi à custa da despesa ou da receita, isto é, se temos ABS ou se com esta chuva que não passa, os travões de servo-freio não bloquearam as rodas e não estamos em pleno bailado para despiste.
 
Mas bom esforço na mesma, Zé. Parece-me é que esses autênticos bond road-shows que fez nos últimos tempos, a que o Expresso tão humoristicamente até comparou às milhas que poderia ter acumulado se tivesse cartão Victoria (TAP) - que já valia uma ida e volta a Nova Iorque à borla! -, mais não foram do que visitas de cortesia, boas para aprofundar as relações internacionais. A não ser que tenha implorado pela compra de títulos. Se assim for, so long Marianne!
 
Camilo Lourenço falou ainda no discurso arrumadinho do homem que quer ocupar o lugar de Primeiro. Demasiado arrumadinho, nas palavras do especialista. Tem percebido que o novo manda-chuva da São Caetano à Lapa tem tido margem de manobra para actuar, querendo vê-lo mexer-se quando a pressão começar a apertar. Que é como quem diz, quando o calor começar a fazer-se sentir na cozinha. E ainda segundo o Expresso, parece que o forno já está ligado. E a uma temperatura tão alta que não será difícil alguém sair queimado antes do prato ser servido aos portugueses. Não é preciso mandar calar ninguém, porque para isso já houve quem tivesse sugerido fechar a democracia por seis meses e deu-se mal. Basta, como diz a nossa querida sarrafeira Catarina Campos, mandar sossegar a franga dos militantes mais entusiasmados. É que a minha avó também tinha um ditado popular para estas ocasiões: cadela apressada, pare crias cegas e o Ensaio sobre a Cegueira já paga direitos de autor.

 

Imagem: "Burn Baby BurnAttributionNoncommercialNo Derivative Works Alguns Direitos Reservados por Abstract Gourmet



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 16:29
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

 

 

 

 

 

Personagens como Joe Berardo, que está morto em casa há pelo menos 37 anos sem que o fisco, a vizinhança, ou a comunicação social tenham dado por isso, devem ser estimulados e incentivados a virem a terreiro dizer o que lhes vai na alma como forma de trazer os jovens de volta à política e à contestação.

 

Falar à geração actual (18/ 20 anos), nascida e criada com a Democracia consolidada, em «“mudar o sistema político”, nem que seja com “um novo género de ditadura» é encher as ruas de jovens, logo no dia seguinte, a levantar as pedras da calçada. Abençoado Berardo!

 

(Em stereo)

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 18:28
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

 

 

 

 

É muito fácil caricaturar o nosso país. O raio da terra e das suas gentes põe-se mesmo a jeito. Mesmo correndo o perigo de pisar o periogoso e minado terreno das generalizações, há sempre um ou outro aspecto no qual nos revemos enquanto povo.

 

Lembro-me sempre de como somos enquanto adeptos do futebol, por exemplo. Ou nos sentimos capazes de conquistar o Mundial, independentemente de sabermos ou não se nos qualificamos para a fase final, ou caímos na mais absoluta depressão por pensarmos que não vamos a lado nenhum, quando até empatamos em casa com potências do futebol mundial... tipo a Albânia (mas sempre com a profunda convicção que somos realmente extraordinários).

 

Correu por aí a ideia que o novo trabalho do grupo, "Parva Que Sou", transformou-se numa espécie de hino de uma geração, supostamente de grandes qualificações literárias, que não consegue entrar no mercado de trabalho. Não tem perspectivas, a não ser continuar a morar em casa dos pais e ir evoluindo na carreira académica até ao máximo permitido (que pode nunca acabar, havendo dinheiro para as pós-graduações). Para espanto de alguns, passo esta música em frente. Mas volto atrás no tempo para lembrar uma outra que serviu de bandeira do grupo no ano passado, chamado "Movimento Perpétuo Associativo". Estão recordados da letra? Agora sim por mil e uma razões, mas logo de seguida agora não por outra quantidade de argumentos esquizofrénicos.

 

O país anda pelos cabelos com a (des)governação socialista e com o comando técnico socrático. Uma grande maioria da população parece quer vê-lo(s) pelas costas quanto mais não seja pelo simples facto de estar a chegar a hora da rotatividade partidária, da qual já aqui se falou em tempos. Num período de alguma agitação social (greves nos transportes públicos quase todos os dias da últimas duas semanas) de pedidos de demissão de ministros, o povo pensa: agora sim, damos a volta a isto; agora sim, há pernas para andar; agora sim, sentimos um optimismo... E eis que um partido político lança o mote para fazer cair o Governo. O país fica atónito. Moção de censura? Grita-se pelos corredores da Assembleia da República IRRESPONSABILIDADE POLÍTICA. O povo vai lamuriar-se para os fóruns das rádios e das televisões: agora não, que os mercados financeiros não querem; agora não, que ainda há pouco viemos de eleições; agora não, que vai ser expulso um gajo do ídolos e a malta quer mesmo ver!

 

Os Deolinda podem ficar na história, sim, mas não com hinos de gerações. É com mais um retrato caricaturado de uma sociedade que passa a vida a oscilar entre o desmesurado optimismo do agora sim, vamos em frente e ninguém nos vai parar; agora sim, há fé neste querer e o pessimismo descontextualizado do agora não, que me dói a barriga; agora não, dizem que vai chover; agora não, que joga o Benfica e a malta tem mais que fazer!

 

E vai-se andando...



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 23:30
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

 

 

 

 

 

A parte, digamos, mais saborosa, é a da criação de uma agência, a "Portugal Music Export". Jobs for the boys como diria o beato.

 

"Os artistas sonham, o Estado decide e a obra nasce". Faltou dizer “o contribuinte paga”. A vida é bela.

 

Meanwhile as vozes incómodas dos artistas, os mesmos de sempre, nos sítios do costume, só grandes músicas e a melhor música de todas as estações (e apeadeiros), mais as Deolindas manhosas à procura do “venha a nós o vosso reino” (os bilhetes para a Sombra são mais caros que para o Sol, é por isso que as corridas nocturnas são mais democráticas) ficam macias. Granulação acima de 2000, só para tirar o brilho. Não se morde a quem nos dá de comer, um velho ditado salazarento. A esquerda sempre teve um jeito especial para tratar destes assuntos da kultura.

 

Pão e circo. Equação perfeita. Não se dera o caso de ir faltando o pão.

 

(Em stereo)

 

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 22:41
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Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

 

 

 

 

 

Isto está errado. Está mais do que errado… É uma loucura.

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 09:06
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

 

Apenas 15 dias depois do day-after das presidenciais, começam a puxar para trás os lençóis da cama onde o governo se prepara para o repouso eterno. É certo que, para muitos, o executivo vai deitar-se no leito que preparou para si, mas não deixa de ser curioso perceber que os habituais tarólogos da política já deram o tiro de partida para o (im)paciente voo dos abutres.

 

Afinal, se o governo está morto, está na hora de se começar a debicar o cadáver. Digo debicar porque há quem considere que ainda não está na hora da refeição. Há que esperar o momento certo e não haver precipitações, até porque pode ser de Belém que venha a certidão de óbito, agora que o segundo mandato parece tudo legitimar.

 

Uma coisa é certa: o governo pode não ter morrido, mas virou, com toda a certeza, um daqueles sacos de areia em que os boxistas fazem o seu treino, aquilo a que vulgarmente o povo gosta de chamar de 'saco de pancada'. De tal forma, que até há quem, de dentro, aproveite para ajustar contas passadas, escudados pelo legítimo direito à diferença de opinião e liberdade de a expressar.

 

Agora, é o caminho mais fácil. Aliás, chegou a hora dos fracos sairem de cena de fininho para, na hora do funeral, poderem até alinhar na maledicência ao falecido bem como os oportunistas que, percebendo que terão de colocar na loja o letreiro do 'Volto Já', começam a encher o porquinho mealheiro para o tempo de vacas magras que se avizinham. Há até números que, oportunamente, aparecem nestas alturas libertando apenas comentários do género "Que grande novidade!" A minha dúvida é só esta: esta sondagem reflecte o momento ou um sentimento de leitura mais ampla?

 

O governo morreu, viva o governo! Porque como dizia a minha avó, atrás de mim virá quem de mim bom fará.

 

Imagem: "VultureAttributionNoncommercialShare Alike Some rights reserved by kahunapulej



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 19:41
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

(Alerta de conteúdos: alertam-se as pessoas mais sensíveis que este post contém Deolinda)

Cada vez estou mais convencido de que há dois portugais. Ou três. O real, o imaginado e o desejado. Aparentemente nenhum deles é grande coisa mas tem o inconveniente de pôr as pessoas a viverem realidades diferentes e, pior, a ver as coisas de forma diferente. Ou pior, a não ver.

Quando no meu portugal vejo aparecer uma música de que as pessoas se apropriam, pelo tanto que se revêm nas palavras, logo vem o outro Portugal, o que não, que música de intervenção é Zeca Afonso, aparentemente começou e acabou com ele, privilégio eternamente reservado, assim à democrata. Piora se um qualquer Louçã se atreve a uma referência à dita canção, porque aos 'zecas' junta-se mais um portugal, o do preconceito, o da ideia feita, onde qualquer verdade, se dita na voz de Francisco Louçã ou de Paulo Portas passa de imediato a tenebrosa demagogia, a palavra mágica dos tempos correntes para ignorar verdades.

No meu portugal há um Estado absolutista que me impõe regras que nem deviam ser legais. Que me obriga a passar recibos verdes online,. Que me obriga e entregar o IRS online. Mas que depois não é capaz de me deixar votar online, pois se nem ainda chegou à fase de conseguir condições técnicas de eu conseguir saber o meu novo número de eleitor online para poder votar! (porque no meu portugal eu sou obrigado a pagar um cartão de cidadão - a cidadania paga-se - e um novo número de eleitor mas o meu portugal não tem quaisquer obrigações para comigo, nem de me informar em devido tempo que novo número de eleitor Comprei).

No meu portugal o serviço de internet não é gratuito e o Estado obriga-me a pagar por um. No meu portugal ter conta num banco custa dinheiro e o Estado obriga-me a ter uma (obriga, sim, porque o cheque do "reembolso" do IRS, o dinheiro que durante o ano fui emprestando ao estado e que este me faz o favor de devolver mas sem juros, o que não vale no sentido inverso, não pode ser levantado, tem que ser depositado).
No meu portugal eu desconto todos os meses para a segurança social, mesmo que esteja há 4 meses sem ganhar 1€ que seja. Porque eu não desconto só sobre o que ganho ou quando ganho (sim, recibos verdes, claro), há outros portugueses deste portugal que o fazem, mas também não é muito melhor, descontam sobre o pouco que ganham quando têm emprego regular e deixam de descontar quando estão desempregados. Não é grande vantagem.

O portugal imaginado chama a isto progresso, Choque Tecnológico, vamos ser o primeiro e-País. Sendo assim tem lógica que sejamos nós a primeira aplicação ai-Povo. O Portugal desejado neste momento não se sabe muito bem onde anda, parece que se tem que perguntar a uma senhora alemã.

Ah! mas eu também estou a falar mal do governo... Quem disse? Eu nem falei em governo! Você é que pensou nisso, eu só falei em Estado. O Estado livre este em que vivo desde os 6 anos. Teve muitos governos, já. Todos juntos pouco mais conseguiram que fazer o melhor que puderam e souberam para não estragar muito. Não, eu estou a falar de como é duro viver num país absurdo, só isso, nem estou a falar de política, estou a falar da vida real, do dia-a-dia. Os políticos, esses não vivem no portugal dos recibos verdes, dos descontos para a reforma que não vai haver.

O meu portugal revolta. Parece que revolta a todos mas de formas diferentes. A uns causa revolta a classe política, assim, por inteiro; a outros causa revolta viver num país em "que para ser escravo é preciso estudar"; ainda a outros causa maior revolta que uma música possa estar a espelhar essa revolta (ainda se fosse do Zeca...). Mas como é que se revolta uma "geração sem remuneração"? "Vão sem mim que eu vou lá ter" que agora estou aqui no conforto do sofá a ver a revolução no Egipto na Aljazeera porque hoje somos todos egípcios!

Somos todos egípcios o CARA...ças! Eu não sou! Não sou porque me recuso a, com a minha passividade, insultar um povo que agiu, em vez de calar em angustia a revolta; agiu, quando percebeu que não se chega a lado nenhum com cantigas, nem com palavras; agiu, quando em vez de escrever desabafos estéreis (assim como este), levantou o AlCú do al-sofah e decidiu fazer alguma coisa: pedir um Egipto para eles.
Nós temos lá tempo e paciência de exigir um Portugal com P maiúsculo (ou mesmo um Egipto com Pê) para nós! isso envolve manifs e assim. E nas manifs há muita gente. E depois não há lugar para estacionar o carro.

 


sinto-me:

Uma Sarrafada de: arcebisposarrafeiro às 09:48
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

 

 

 

 

 

Faz hoje 50 anos, ainda não era nascido, que se deram os acontecimentos que levariam a que 14 anos depois caíssem de “pára-quedas” na minha turma na então recém inaugurada escola secundária da Bela Vista em Setúbal, o último grito ao nível das escolas, ainda sem o gueto e sem guetos dentro do gueto como paisagem, um seres vestidos de modo estranho, sempre de camisa e sandálias de sola de pneu de camião, fizesse chuva ou fizesse sol, que tratavam as raparigas por garina e os rapazes por madiê, não sabiam onde parava a família desde que tinham dado à costa em Lisboa, mas moravam num hotel apesar de terem menos dinheiro que eu, não gostavam do Duo Ouro Negro porque era música para enganar europeu e em contrapartida ouviam Osibisa, Miriam Makeba, Fela Kuti, e Jorge Mendes & Brasil 66, umas coisas muuuuuitos boas que me deram a conhecer e das quais nunca mais me esqueci, numas festas que organizavam aos sábados à tarde, farras de seu nome, e para as quais me convidavam. A estrela que “traziam cozida” na banda do casaco dizia “Retornado” mas na realidade eram refugiados porque ninguém retorna a uma terra que não o viu nascer, e vestiam assim porque era o que tinham em cima do pelo no dia da partida. Ainda hoje somos amigos.

 

(Em stereo)

 

(Na imagem mapa do império colonial português igual ao que havia na parede da minha sala de aulas na escola primária)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 20:07
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

 

 

Aviso: este post é uma reciclagem do anterior com um pequeno up-grade!

 

Sinceramente, não sei se é por causa de uma certa vertigem do fim, mas a verdade é que certos membros do Governo estão a criar práticas muito estranhas para os hábitos da democracia portuguesa. Vamos directamente à novidade.

 

Então a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, decidiu, por livre iniciativa ir à Comissão de Ética, Sociedade e Cultura explicar a integração dos teatros S. João e D. Maria II no Opart? A TSF adiantou mesmo que o pedido enviado pela ministra é mesmo uma medida inédita no país. Claro que tinha de ser inédita. Onde já se viu um ministro ir de livre e espontânea vontade prestar esclarecimentos ao parlamento?

 

Já não bastava os dois directores-gerais na Administração Interna terem pedido a demissão, tinha agora que vir a ministra da Cultura atirar mais lenha para a fogueira em que estão a ser queimados os velhos costumes da casa.

 

É o que dá convidarem independentes para o executivo.

 

Corrompem por completo as normais partidárias e furam esquemas que acabam por expor ao ridículo os companheiros de governo. Assim não dá. Aposto que na próximo Conselho de Ministros, Gabriela Canavilhas vai ficar de castigo a um canto da sala e a escrever 100 vezes no seu Magalhães para ser visto no vídeoprojector à frente do restante elenco ministerial (como o Bart Simpson no génerico da série): PROMETO NÃO VOLTAR A TOMAR A INICIATIVA DE IR PRESTAR ESCLARECIMENTOS AO PARLAMENTO. E proibida de usar o copy/paste!

 

Claro que tamanho sentido de Estado só podia ser aproveitado pela oposição. Como está referido na peça do primeiro link, o PCP aproveitou logo para pedir esclarecimentos em relação à demissão de Jorge Salavisa, precisamente da presidência do conselho de administração do Opart . Está a ver, Gabriela? Dá-se-lhes a mão e a rapaziada quer logo o braço. Que lhe sirva de lição. O sistema funciona de uma determinada maneira há tantos anos por alguma razão é. É que nem lhe valeu os votos contra do PS!

 

Por isso é que o povo há-de aplicar o respectivo castigo. E se não for por isso, há-de ser por outra razão qualquer. Ou não!

 

Imagem: "Broken HopeAttributionNoncommercialShare Alike Alguns Direitos Reservados por janhamlet



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 14:36
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Uma Sarrafada de: FF às 11:58
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

Democracia não é sinónimo de liberdade. É só sinónimo de liberdade de escolha. Naquele dia.

 

No fundo todos somos apenas peões. O norte de África entra em modo-manifestação pela democracia, o ocidente capitalista preocupa-se com o que possa resultar com a democracia resultante e a rapaziada mais lírica preocupa-se com a preocupação do ocidente capitalista, porque nestes países, de gente tão budista zen, não há motivo para que o capitalismo se preocupe.

 

E ninguém se preocupa se em BurakaNumCudeJudas de África, uma ilha isolada, onde os dez habitantes vieram para a praça manifestar a sua vontade de deitar o chefe ao poço e eleger democraticamente o curandeiro. Sabem porquê?

 

Porque nessa ilha não há petróleo, nem gás natural, nem nada disso, só bananas (e um poço e duas galinhas que são do chefe).

 

A parte do ocidente capitalista eu entendo. A parte do lirismo ocidental custa-me sempre a alcançar: agora está o mulherio chanata chanel (a palavra chave aqui sendo “chanata”) a aplaudir as mulheres de roupas ocidentais que aparecem nas manifestações. Daqui a nada, estão a criticar que elas sejam obrigadas a cobrir-se com um pano preto enquanto lhes cosem as ditas. E se for a democracia deles a decidir isso, em que ficamos? Não há motivos para preocupação? Em abstracto, no mundo utópico, não. Mas na realidade, a democracia não é sinónimo de liberdade.



Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 00:22
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Democracia é a liberdade de uma data de mulheres, vestidas à ocidental e de cabelos ao vento, poderem escolher, democraticamente, andar tapadas até aos pés daqui a uns meses.
E democracia também é, face a isso, nem piarmos depois.



Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 00:21
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

 

* De alguma maneira, em algum lugar, alguém vai ter que pagar



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 11:53
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