Espólio Sarrafeiro
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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

 

 

 

 

 

Nas vésperas dos 101 anos da “ética republicana” o que quer que essa merda signifique mesmo mesmo antes de abrir o espumante que para o caso deve ser champanhe e ah e tal o Carlos César e os Açores e o Mário Soares que escreve às terças-feiras uma página inteira do Diário de Notícias para não dizer o que podia ser dito em ¼ de página e mais os mercados o que quer que essa merda signifique também que estão à escuta e o Teixeira dos Santos que está no fim da tabela do Top of the Pops dos ministros das Finanças da Europa. Assim mesmo sem vírgulas.

 

«A Segurança Social promoveu todas as chefias, com os aumentos a terem efeitos retroactivos ao início de 2010.»

 

(Em stereo)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 00:09
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010


Às vezes há coisas que vejo e ouço que não acredito. Depois, custa-me a acreditar. Numa fase seguinte acredito, mas fico de boca aberta. A seguir fecho-a e abano a cabeça, lembrando-me que isto é Portugal. Pensamos muito frequentemente que já não podemos bater mais no fundo, mas esse é um sentimento perigoso pois há sempre alguma coisa a acontecer a seguir que faz parecer com que o poço não tem fim.
Aconteceu-me o mesmo há uns anos, quando a Polícia Judiciária teve acesso à lista de financiadores do CDS, na tentativa de perceberem quem tinha doado cerca de um milhão de euros para os quais havia facturas falsas. Um dos nomes que lá constava era um tal de Jacinto Leite Capelo Rego (tentem dizer o nome deste senhor com sotaque brasileiro. Pelo menos, era assim que a malta se ria nos meus tempos de liceu)!
Depois de ter passado por todas as fases que anteriormente referi, pensei: «Perdeu-se a vergonha!». No entanto, num esforço de memória, foi-me difícil encontrar exemplos em quem alguma vez a tivesse havido. E lembrei-me de José Gomes Ferreira: "Proibida a entrada a quem não andar espantado de existir".
Desta vez, fechamos o ano legislativo em grande. A nova Lei do Financiamento dos Partidos determina (sim, determina porque já foi aprovada na Assembleia da República em Novembro e promulgada pelo senhor Presidente da República) que as multas instauradas pelo Tribunal Constitucional (TC) aos dirigentes partidários prevaricadores possam ser inscritas como despesas nas declarações de rendimentos.
Admito que, desta vez, não segui os habituais passos. Na verdade, até encarei a notícia como uma verdadeira revolução fiscal. O Estado, na tentativa de fazer os cidadãos pagar alegremente as suas coimas, engendrou um esquema fabuloso de dar a possibilidade aos contribuintes de poderem deduzir os castigos financeiros em sede de IRS. Só podia ser assim. Afinal, que direitos têm a mais os dirigentes partidários do que eu? Imaginei a correr-me alegremente (tipo a descer a colina como na Música no Coração, a cantarolar) ao multibanco para pagar a minha dívida à EMEL, pedindo o recibo para guardar na pasta dos documentos a apresentar às Finanças.
Pensei que para o Estado, todos os cidadãos fossem iguais. Afinal, não. Os benefícios fiscais das multas são exclusivo dos dirigentes partidários. Lamentei, pela primeira vez, não ter feito uma lista para a Associação de Estudantes do meu liceu e ter seguido a carreira político-partidária.
Olhei, então, a notícia, de outra perspectiva. Provavelmente, a correcta e percebi que a revolução fiscal, afinal pode ser uma espécie de Baía dos Porcos: uma tentativa contra-revolucionária que pode correr mal. Muito mal.

Do que se escreveu na imprensa (pelo menos do que li), destaco a beleza do título do Público: "O chefe prevarica, o partido paga, o Estado devolve". Em causa parece estar a questão da responsabilidade individual, uma vez que o PCP foi multado relativo ao ano de 2005 em 30 mil euros, quando os comunistas pensavam que seria apenas de 3 mil. As contas do TC foram outras: 3 mil, sim, mas por cada um dos dez elementos do secretariado do partido. Como dar a volta a isto? Desconto fiscal.
O mais curioso é que a Assembleia da República legislou precisamente em sentido oposto à jurisprudência criada pelo órgão máximo jurídico do país. Mais curioso ainda foi o facto da lei não ter levantado dúvidas ao Presidente da República, que a promulgou. Tudo bem, portanto.
Finalmente, abanei a cabeça. João Cravinho não abanou e disse que não há palavras para descrever o escândalo.
Pergunto-me se não foi por situações parecidas que Luís XVI perdeu cabeça. Ao contrário do que dizia Luiz XIV, 'L'Etat n'est pas vous, monsieurs'



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 17:33
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Antes de começar, quero pedir desculpa aos fieis seguidores do Corta-fitas, 31 da Armada e Albergue Espanhol, por não os atacar num post feito por mim e desta forma, não dar margem aos comentários construtivos, que tanto se têm esforçado, por cá deixar.

 

Posto isto...

 

Desde que Fernando Nobre se apresentou como candidato, há cerca de um ano, que venho a seguir os seus passos (sim uso o 4SQ) com bastante curiosidade. Acho, como qualquer pessoa decente, que Fernando Nobre é provavelmente das pessoas mais inatacáveis em Portugal e no mundo, ao contrário dos seus dois principais rivais, um que é Poeta e outro que foi o grande condutor da desgraça do país.

 

(Não me consigo esquecer que nos últimos 30 anos, por duas vezes a polícia foi instigada a carregar na população. Sempre a mando do mesmo primeiro-ministro)

 

Durante este ano que decorreu, assisti a um fenómeno interessante.

A candidatura que mais se sentiu afectada por Fernando Nobre e que mais o atacou, principalmente online, foi a do Francisco Lopes.

Confesso que não esperava tal coisa e não encontro muitas explicações, a não ser a de um certo receio de que o eleitorado comunista se identifique com a acção de Fernando Nobre, que teorias aparte, fez o que poucos se atreveram a fazer.

Arregaçou mangas, seguiu os seus ideais e realmente... mudou o mundo, mesmo que uma pequena parte deste. Nobre fez mais que a caridadezinha de que a maior parte dos comunistas, on-line, o acusam.

Nobre não se acomodou e ao longo da sua vida criou soluções em zonas pobres, remotas, fustigadas pela guerra ou muitas vezes ainda em guerra.

Fez mais do que só resolver problemas, ajudou a curar alguns males, criou escolas, ajudou a fazer crescer economias locais.

 

E a resposta dos comunistas foi, uma chuva de mentiras, de ataques despropositados e de tentativas de descredibilização, primeiro da pessoa, depois da própria AMI. E, sinto-me perfeitamente à vontade para falar disto, porque, não só partilho o mesmo cartão com os meus caríssimos camaradas, como tive um dia o privilégio de conhecer Fernando Nobre e fazer parte da pequena equipa que gravou a sua biografia, num documentário intitulado "Nunca é meia noite, dr Nobre".

Cheguei a ler no Facebook, que a composição do conselho de administração da AMI, composto em parte por familiares de Fernando Nobre, era um presságio, para os nomes que fariam parte da estrutura da Presidência caso fossem eleitos. Ridículo. Má fé. Falta de princípios democráticos.

 

E esta história de vida, que tantos acham que não dá "Curriculum Político" necessário a exercer um cargo de cidadania como o de Presidente da República, que tanto assusta os comunistas.

 

É que Fernando Nobre foi o único a AGIR numa área tão querida da esquerda portuguesa, a da Solidariedade entre os Povos. E é isso que tanto assusta os jovens comunistas, principalmente... os jovens comunistas...

 

É que, um dia, houve alguém que ousou fazer aquilo que estes jovens tanto defendem mas nunca tiveram coragem de o fazer.

 

 

(esta situação irrita-me bastante, porque não é neste tipo de "fazer politiquice" em que eu acredito. E vindo de onde vem.. custa)

 

 

P.s. -  E com este post, ganho uns novos "amiguinhos" pela blogosfera.


sinto-me: Desiludido
música: Comandante Che Guevara

Uma Sarrafada de: calvas às 17:04
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

 

 

 

 

 

O homem que nunca se engana e que raramente tem dúvidas passou 5 anos do mandato a promulgar diplomas da Assembleia da República com… muitas dúvidas.

 

By the way, dizer que o “pai do monstro” e da qualidade de vida dos professores e da Fenprof é contra o Estado Social só pode ser ironia…

 

(Em stereo)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 23:27
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Uma Sarrafada de: FF às 18:46
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A Ensithell vem por este meio comunicar que nada mais tem a comunicar e não nos obriguem a fazer um quarto comunicado pois cada comunicado custa um dinheirão em advogados. Ficam avisados e não se admirem se o preço dos telemóveis subir uns 4% para cobrir as despesas legais que estamos a ter com esta brincadeira.

 

A Confusão



Uma Sarrafada de: FF às 17:43
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Continuo a ler por aí muitos comentários que acham exagerada a atenção que se está a dar ao caso #Ensitel.

Para mim é claro que o que está em causa é uma tentativa de limitar a liberdade de expressão de alguém (neste caso da Maria João Nogueira) e que se o parecer do juiz for favorável às pretensões da Ensitel vai-se abrir uma porta para que qualquer empresa ou pessoa possa pedir para que determinado conteúdo seja retirado apenas porque se sente prejudicado por ele.

 

E isto é muito perigoso. E é apenas isto que está em causa.

 

 

PS: Entretanto o "Ensit(h)el(l)" já tem todos os posts da Jonas. Se tiverem mais experiências para relatar é só deixar um comentário ;-)



Uma Sarrafada de: FF às 17:07
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

 

 

 

 

 

José Nuno Martins, no “27 Mil Dias De Rádio” da Antena 1, recupera uma Conversa em Família em que Marcello Caetano, por alturas do Natal, pisca o olho às remessas dos emigrantes.

 

«Cavaco apela a emigrantes para que ajudem Portugal a ultrapassar crise»

 

(*)

 

(Em stereo)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 23:21
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

 

 

 

O Banco Comercial Português (BCP) anda numa tal maré de azar, que duvido que qualquer um dos membros do Conselho de Administração jogue, sequer, um bingo em família a feijões. Desde a saída do histórico fundador Jardim Gonçalves que nos corredores da sede do maior banco privado português o mais ouvido lamento deva ser: «Ai a nossa vida a andar para trás». E não há dúvida nenhuma que uma vez engatada a marcha-atrás, para meter a primeira de novo tem sido um caso sério. É caso para dizer que o BCP tem dado dois passos atrás, para poder dar um para a frente, ainda que tímido. Como o país, no fundo.

 

Deixemos a costela James Bondiana de Carlos Santos Ferreira para o fim e comecemos por ordem cronológica, se é que não me irá falhar algum episódio pelo caminho.

 

A saída de Jardim Gonçalves e a sua substituição por Paulo Teixeira Pinto, dupla que se viria a incompatibilizar e que ditaria a saída do segundo, foi apenas o abrir da porta aos mexericos que passaram a alimentar gulosamente páginas de jornais e precioso tempo de antena, que o banco não viu propriamente como publicidade gratuita. Era o início de um conflito interno que viria a desgastar a imagem da maior instituição bancária nacional, ao ponto de virem à praça pública, no que me pareceu na altura como uma fuga revanchista de informação, as verbas pornograficamente astronómicas envolvidas nas indemnizações a pagar a cada um dos CEO's e CFO's e outros CO's que agora não me ocorrem, inclusive a Filipe Pinhal, que esteve escassos meses na presidência do banco, até enstourar na imprensa o escândalo do BCP ter usado umas sociedades off-shore para comprar acções do próprio BCP e assim influenciar artificialmente o seu preço no mercado. Picasso teria considerado, sem dúvida, que este fora o período negro do BCP.

 

Mas se a coisa começou a ficar preta, as várias tentativas de recuperar têm sido desastrosas. A entrada em cena de Carlos Santos Ferreira na presidência do BCP foi esmagadora: 98% dos votos dos accionistas, derrotando Miguel Cadilhe. Merece, desde logo, o meu reconhecimento já que trabalhou directamente para António Champalimaud (sete anos) na seguradora Mundial, mas ao trazer Armando Vara da Caixa Geral de Depósitos desgraçou-se. Não sou eu que o digo. Fernando Ulrich, do BPI, ainda hoje o culpa disso mesmo. Foi, na altura, uma decisão que causou alguns dissabores ao novo comandante do porta-aviões financeiro, mas que o próprio tratou de defender com unhas e dentes. Correu-lhe mal. Havia uma Face Oculta do antigo ministro da Juventude e do Desporto que Santos Ferreira desconhecia e que voltou a manchar a imagem do banco. Costuma dizer-se que enquanto vai e vem o pau, folgam as costas, mas duvido seriamente que estas viagens da madeira castigadora sejam suficientes para o departamente de comunicação do BCP folgar.

 

São umas atrás das outras. Como se não bastasse, apareceu na semana passada a WikiLeaks a dar conta de uma mensagem do Embaixador dos EUA em Lisboa, a dar conta que o presidente do BCP se disponibilizou para espiar o Irão, caso o banco abrisse negócio naquele país. Santos Ferreira terá amaldiçoado a hora de ter recomeçado a ler John Le Carré. É claro que em entrevista à TVI, classificou tudo como uma tonteria completa. Pelo que me dá a perceber, o presidente do BCP acabou por chamar tonto ao senhor embaixador, já que a WikiLeaks limitou-se a transcrever o que vinha no telegrama. Não coloco em causa a seriedade do presidente do BCP. Há até quem o conheça melhor do que eu e lhe reconheça uma autoridade moral que não renego, mas então não era tonto que deveria ter chamado ao embaixador norte-americano em Lisboa e sim mentiroso.

 

Como não podia deixar de ser, o próprio Santos Ferreira acabou por admitir que tais notícias eram prejudiciais para si e para o banco. What else?! Mais uma tentativa falhada de sair do período negro, que parece não ter fim. É que elas não matam, mas moem. De certeza.

 

 

P.S. Gostava, sinceramente, de ter ouvido o telefonema que Santos Ferreira fez ao Embaixador do Irão depois disto de tudo ter vindo a público. E, infelizmente, não vi nenhum órgão de informação a tentar obter um comentário do diplomata, o que foi pena. É nestas alturas que fica sempre bem uma oportuna sacudidela do capote tipo: «Tentámos obter uma reacção do senhor Rasool Mohajer, que não quis prestar declarações sobre o assunto».

 

 

Imagem: "Memories of a WarAttributionNoncommercial Alguns Direitos Reservados por S n o R k e l



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 17:03
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

 

 

É curioso de observar a preocupação da JSD com o BPN só agora. Não deve ter nada a ver com o facto de Joaquim Biancard da Cruz, (ex?) funcionário do BPN, ter deixado de ser vice-presidente da estrutura laranja recentemente. Ah pois...



Uma Sarrafada de: FF às 15:07
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Sábado, 18 de Dezembro de 2010

 

 

 

José de Pina na sua crónica no "I", diz-se "atónito" com a marcação da manifestação de apoio à WikiLeaks no Chiado. Sendo que o país precisa tanto de um José de Pina atónito como a Manuela Moura Guedes precisa de mais uma plástica sou obrigado a escrever este post, pedindo desde já desculpas ao José de Pina por o ter mantido atónito durante estes dias todos.

 

"No Chiado porquê? Ali não se localizam nem a embaixada dos EUA, nem a da Grã Bretanha, nem a sede do BCP." escreve José de Pina.

 

A manifestação foi marcada, e devidamente autorizada pelo Governo Civil, para o Chiado exactamente por ser um lugar neutro e sem conotação política. (Este era pelo menos o plano que foi estragado com a passagem pelo meio dos manifestantes do Rui Pedro Soares). Só um idiota faria uma manifestação em frente à embaixada da Austrália que teve um comportamento perfeitamente natural em relação ao que se passava com um cidadão do seu país, ao menos que o José de Pina quisesse que o pessoal fosse para a Avenida da Liberdade gritar: "Austrália, amiga! Contigo não há espiga!" o que, temos que convir, seria um slogan refrescante no panorama nacional mas um pouco ao lado dos objectivos da manifestação. Em frente à Embaixada dos EUA era impossível pois a manifestação foi organizada, e autorizada pelo Governo Civil, em pouco mais de 3 dias e para se fazer uma em frente à embaixada dos EUA são precisas mais formalidades do que para se realizar uma manifestação num outro local. Quanto à sugestão do BCP percebe-se que José de Pina ainda não percebeu muito bem o que está em jogo, como aliás o próprio diz na sua crónica ["Ainda não tenho opinião sobre o WikiLeaks"].

 

José de Pina, uma das mentes mais brilhantes e acutilantes que este país tem, falha completamente o seu raciocínio ao (tentar) estereotipar quem são os apoiantes da WikiLeaks - que "Surprise! Surprise!" - vêm de todos os quadrantes da sociedade (quer em Portugal quer no estrangeiro) e não é capaz de pensar um pouco mais além, coisa que os organizadores conseguiram: em vez de se fazer uma manifestação com palavras de ordem optou-se se fazer uma manifestação pedagógica onde todos aqueles que se aproximavam dos manifestantes - por sua livre vontade - eram esclarecidos sobre o que era o WikiLeaks e porque razão ali estávamos.

 

"É um novo conceito: não são as pessoas que vão às manifs, são as manifs que vão às pessoas/clientes." O conceito não é novo e a linha de raciocínio (ou de crack)  de José de Pina demonstra que ainda não percebeu que já lá vão os tempos em que os tractores iam buscar as populações para se manifestarem em frente à praça do coreto ou no largo da feira, devidamente isolados de tudo o resto. Hoje o que interessa é realmente sensibilizar as pessoas para os temas, esclarecer, dialogar. Claro que seria muito mais apetitoso para muitos se tivessem existido distúrbios, montras partidas, sangue e cargas policiais. Daria abertura nos telejornais, as imagens repetidas ao infinito e um dia cheio para os jornalistas e opinion makers.

 

O Chiado é um ponto central em Lisboa, com bons acessos o que permitiu juntar cerca de 100 pessoas num Sábado à tarde e mais uns quantos polícias. Nenhuma das pessoas que passavam pelo Chiado, fazendo as suas compras de Natal se queixou de ser abordado por nenhum dos manifestantes e foram alguns que nos abordaram para saber o que se passava ali. Pedagogia.

 

Se o José de Pina acham que isto é spam tem um bom remédio: faça uma queixa contra o Governo Civil de Lisboa por autorizar fazer uma manifestação no Chiado. Não se esqueça também de ao mesmo tempo fazer uma queixa contra o Corpo Nacional de Escutas que manda os putos tocar a música dos "Simpsons" mesmo ao lado da Igreja na Rua Garret  (e neste caso sem autorização).

 

Quanto mais leio a crónica de José de Pina mais penso que há ali uma confusão enorme entre o que é um flash mob e uma manifestação devidamente autorizada: Alguém que lhe explique isso, por favor.

 

 

 



Uma Sarrafada de: FF às 11:24
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E depois da cerimónia e da noiva lançar o bouquet para a assistência e de cortado o bolo, os noivos tornam ao abrigo e o “padrinho” ao Palácio e os convidados ao seu habitat “natural” e a vida de cada um segue o seu curso normal e assim se folheou mais uma página negra da baixa política portuguesa e do vale tudo. Este homem é perigoso.

 

(Em stereo)

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 09:56
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Desde que o programa "Combate de Blogs" lançou o seu concurso que tenho andado com este post atravessado. Hoje é um dia tão bom como qualquer outro para o escrever.

 

A nomeação do "31 da Sarrafada" para blog do ano não me surpreende e seria falsa modéstia dizer o contrário. Mas a pergunta fundamental para mim é: "Será que somos um blog?"

 

A resposta é um nim.  O "31 da Sarrafada" nasceu no Twitter e foi no Twitter que nos afirmamos, que lutámos contra as acusações de anonimato, que esgotámos o limite máximo de mensagens por dia, que fomos destacados vezes sem conta pelo Radar SAPO, que ganhámos seguidores e leitores. O blog do "31 da Sarrafada", este blog, sempre foi um dos braços deste "projecto" caótico que sempre se sentiu mais à vontade no Twitter. Sintomático disto mesmo é que o blog esteve ao abandono durante meses logo após ter sido inaugurado.

 

Hoje em dia o "31 da Sarrafada" mais do que um blog é uma entidade que vive em 3 plataformas diferentes - Twitter, Facebook e neste blog - sendo por isso um caso único no panorama Português. Enquanto uns se limitam a vomitar links dos seus posts - e nem sempre da melhor forma - o "31 da Sarrafada" apesar de ser um colectivo é uma presença diária naquelas duas redes sociais. Somos uma entidade que tem um blog - que continua a crescer com a entrada de novos elementos - e que contamos alargar a intervenção dos mesmos à nossa conta de Twitter e à página do Facebook. (Aviso à navegação: O Arcebispo agora tem acesso à conta do 31 da Sarrafada)

 

Irá ser o "31 da Sarrafada" o blog do ano? Não sei, isso apenas depende de quem nos segue e de quem nos lê.

Mas sei algo, que é mais importante: sei que para muitos o "31 da Sarrafada" é o espaço - seja onde for - de todos os dias que está aberto a todos e não apenas a alguns.

 

E isso, pelo menos para mim, é mais do que suficiente.

 

 



Uma Sarrafada de: FF às 10:07
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

 

Achei que não voltaria a falar da WikiLeaks, mas parece que o tópico veio para ficar. Ainda para mais agora que as revelações que afectam Portugal começam a ganhar o interesse da imprensa nacional. Mas nem é por isso que o assunto merece um novo olhar. É que já vi muitas comparações do caso à famosa expressão orwelliana e isso fez-me reler o Mil Novecentos e Oitenta e Quatro para tentar perceber se havia, ou não, uma certa inversão de conceitos.

 

Entendo que seja fácil colar um selo de Big Brother ao que a WikiLeaks anda a fazer. Já nem os Estados conseguem guardar segredo das suas actividades, mas ainda bem que assim é. Sobretudo quando essas actividades podem correr o risco de não ser do agrado da opinião pública. Afinal, quantos norte-americanos terão gostado de ver as imagens captadas a partir do helicóptero que disparou indiscriminadamente sobre civis no Iraque, onde estavam inclusive dois jornalistas da Reuters, e que provocou 29 vítimas mortais? Será que os portugueses gostaram de saber que o Governo, afinal, havia sido informado antecipadamente dos voos da CIA, quando tinham dito precisamente o contrário?

 

Na obra de Orwell, o Big Brother era o Estado (Partido, no livro) e não os Proles (povo). Aliás, destaco uma passagem curiosa, numa das introspecções de Winston Smith, a personagem principal: «O Partido dizia às pessoas para rejeitarem a evidência dos seus olhos e dos seus ouvidos». O facto de não se rejeitar essas evidências (às vezes não tão evidentes como isso) não tem de fazer das pessoas uns crime-pensantes (outro termo do livro). Aliás, o maior crime da sociedade de hoje é, precisamente, não pensar. As revelações feitas pela WikiLeaks, por mais violadoras dos segredos de Estado que possam ser, nunca poderão ser consideradas como um Big Brother is Watching You. Quanto muito, serão um Little Brother is Watching FOR You. No fundo, dão a oportunidade a qualquer um de saber a verdade e fazer os seus próprios julgamentos e fundamentar a sua opinião.

 

É curioso que ainda esta semana, numa reposição das conferências TED na Sic Radical, vi uma apresentação sobre a importância das cores, mas cujo princípio era válido, segundo o próprio orador, para tudo na vida. «A informação, por si só, é irrelevante. Importante é o que fazemos com ela». Neste particular argumento, o chamado mainstream media mundial está a amplificar da melhor maneira as revelações feitas pela WikiLeaks. Ao contrário do que disse Emídio Rangel, não creio que cinco dos principais títulos mundiais (The New York Times, The Guardian, Le Monde, El Pais e Der Spiegel) estejam a prestar um mau serviço à Democracia ao associarem-se às revelações. Pelo contrário. No final terá de prevalecer o princípio da verdade, doa a quem doer. E a avaliar pelas reacções um pouco por todo o Mundo, as informações tornadas públicas tem doído a muita gente.

 

Não me parece que a WikiLeaks também se assuma como uma espécie de Ministério da Verdade (outra referência na obra de Orwell ligada ao Partido, parábola aos departamentos de propaganda dos regimes totalitários). São apenas factos. Indesmentíveis. Pode até, como afirmou recentemente o nosso Presidente da República, tratar-se de telegramas de embaixadores muitas vezes com mensagens para agradar ao patrão. Mas o que me parece é que o Big Brother, o verdadeiro, está a ruir à conta do seu próprio princípio: nada está a salvo de se tornar público. Sobretudo se for mentira ou seja, simplesmente, uma verdade escondida.

 

 

Imagem: "Big Brother is Watching You, BitchAttribution Some rights reserved by titlap



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 10:57
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Ouvir no mesmo dia, António Saraiva, presidente da CIP, e Miguel Beleza, ex-ministro das finanças de Cavaco Silva, dizerem que não vêm necessidade de mexer nas leis do trabalho porque para o que é bacalhau basta, enquanto o Governo, com a bênção desse grande sindicato do sindicalismo dos homenzinhos responsáveis – a UGT, apresenta como the next big thing a redução dos valores das indemnizações a pagar pelas empresas aos trabalhadores (ou será colaboradores?) em caso de despedimento ou de rescisão do contrato de trabalho, ao mesmo tempo que propõe a criação de um fundo, sem as palavrinhas mágicas “fundos públicos”, mas fundeado nos descontos dos próprios trabalhadores candidatos ao despedimento, é qualquer coisa.

 

Meanwhile, o “Socialismo” continua no preâmbulo da Constituição da República uma vez que os males do mundo estão no liberalismo e no neoliberalismo.

 

(Em stereo)

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 08:11
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Verdade verdadinha, é que há 7 anos, quando o "Acontece" foi barbaramente assassinado por asfixia financeira e estupidez natural de quem tomou a decisão, só algumas vozes se levantaram a bradar contra tamanha enormidade (entre as quais a minha e a do meu digníssimo secretário e muso, Doutor Cocó)

 

Agora que o senhor apenas foi descansar de tanta injustiça, desconsideração e ingratidão, prontos: começam os 50% de "profundo pesar" e os 50% de "grande admiração". E o que adianta isso ao Senhor Carlos Pinto Coelho, não me dizem??? Nada; nem ponta de chifre, com perdão da linguagem. Que lá há-de tarele no céu das Artes co'a malta toda dele: o Senhor Saramago (que eu não consigo ler mas admiro o homem que foi), a Sôdona Natália Correia, o Senhor Dom Luís Vaz, e tantos outros escritores e artistas de outras artes que ele apreciava e cultivava e divulgava.

 

Tábem, é chato morrer assim uma pessoa, que inda por cima não tava velhote nem nada - só tinha mais 10 anos que eu, podia cá andar mais uns dez, ou vinte, ou mais. Mas cá pramim, a gente mostra às pessoas que as estima, admira, ama ou seja lá o que for, enquanto elas tão vivas e podem apreciar o apreço que temos por elas. Depois disso, chapéu!

 

Agora, "Mortos com mortos, vivos com vivos e chouriça abaixo" como dizia a minha avó. Inda bem praele, que não vai continuar a ver a tristeza e a mediocridade em que este país se afunda cada dia. Ainda por cima terá sido assim uma coisa meio de repente, melhor ainda - nem teve tempo de passar pelo desconforto da doença e do sofrimento.

 

(Irónico: parece que a fonte da notícia terá sido a RTP, mas entrando no site não há destaque da notícia, ao contrário do site da TSF, em que aparece no início da página de entrada. A consciência pesada "empurrou a notícia pra um cantinho na RTP...)

 

Eu nunca conheci C. P.C. mas mostrei o apreço e admiração que tinha por ele (ver post anterior) numa altura em que, se ele tivesse oportunidade de ler-me, teria apreciado. Agora, como diz o outro, "tarde piaste"

 

E disse.

 

 

 

 

,


sinto-me: Desacontecida

Uma Sarrafada de: Vitriólica às 23:06
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Ontem falei do Eça de Queirós que é um senhor que já morreu há muito tempo e escrevia romances muito bem escritos e é um dos escritores que melhor usaram, trataram e respeitaram a nossa Língua Portuguesa. Eu acho que a nossa língua é muito bonita. E os senhores linguistas dizem que é muito variada e muito rica.
Mas afinal é assim como o nosso país: é muito rico para os ricos e é pouco rico para os que não são ricos. Quer dizer que quem não tem bons empregos não tem boas condições para morar, e para viver e tratar-se quando está doente.

Voltando à Língua Portuguesa: o Camões e o Eça, mais o Padre António Vieira escreviam muito bem e tudo e hoje quase que não se fala deles, é só uma coisa tipo "fast-read" que dizem que é "light" porque a gente lê e não fica com nada dentro da cabeça. Como aquelas comidas da "nouvelle cuisine" que é meia folha de alface e um jaquinzinho e dá cá cinco contos e fica com uma barrigada de fome.
Pois a literatura é muito importante na vida das pessoas porque nem só de pão vive o homem, e deve ter sido por isso que aquele senhor ministro que manda na RTP queria que eu fizesse uma viagem à volta do mundo para poder despedir o "Acontece" e o Carlos Pinto Coelho que eu só conheço da televisão mas parecia ser muito simpático e ter educação. E depois vem aquele ministro meio careca e baixinho, e pronto: já não há dinheiro para o "Acontece" porque a Catarina Furtado é mais bonita que o "Senhor Acontece" e fica melhor na televisão. É verdade: eu gosto muito da Catarina, mas desculpe lá - é que hoje todos querem ser artistas e aparecer na televisão e na "Caras" e na "TV 7 Dias" e depois dizem que não disseram o que dizem que disseram, e afinal não namoravam e eram só amigos.
E como eu ia a dizer todos querem ser artistas ou famosos e o que interessa é ir ao ginásio e à cabeleireira e à estilística comprar um vestido da última moda e parecer bem mas é tudo só por fora. E depois a gente vê na televisão e é uma vergonha quase-senhores-engenheiros que não sabem a tabuada e é bem feito que sejam enganados pelo homem da mercearia porque não sabem contar o troco.
Vamos todos ser famosos e ler o Eça não interessa nada porque ele até já morreu e tá-se borrifando mas ele é que os topava, que já no tempo dele era a mesma coisa e toda a gente queria era ter e parecer e não interessava nada SER e SABER.
Como é que eu digo à minha Cèlinha para ver menos o "Caras Notícias" e o "Big Brother Famosos" e ver o National Geographic e o Panda e o Mezzo que tem música boa? E para ler aqueles livros bonitos do Senhor António Mota, o Alexandre Honrado, a Senhora Dona Sophia (de Mello Breyner Andresen) que é mãe daquele jornalista todo jeitoso que é o Miguel Esteves Cardoso, perdão, que esse tem as mãozinhas gorduchas, eu queria dizer é o Sousa Tavares que é muito mais elegante. Quando eu entrava no supermercado até me assustava que ele estava sempre ali todo sorridente e parecia mesmo que ia vir ter comigo e dizer "Boa tarde, dona Vi, passou bem?" E depois é que eu vi que era só uma fotografia mas gigante, assim em tamanho natural que parecia mesmo que estava vivo, o raio do rapaz!
E há tantos escritores que escrevem livros que eu gostava que a minha Cèlinha lesse, mas ela gosta é das revistas das estrelas mas as estrelas portuguesas muitas são lâmpadas de 25 watts e menos, e é preciso é ter pilim e ter conhecimentos (antigamente chamava-se padrinhos, mas depois veio o Dom Corleone e já não se chama padrinhos que parece mal). E a gente vai a uma festa e sai na revista e já é famosos. E aparece num programa de televisão nem que seja sentado na cadeira lá do fundo e já dá autógrafos na rua, como o rapaz aqui do prédio do lado que passou a sair com óculos escuros - não sei se é para não ver as pessoas ou para fingir que é estrela.
E é por isso que acabou o "Acontece" e eu estou danada porque era o melhor programa que dava quando eu ia lavar a loiça do jantar e não tinha legendas e eu podia ir ouvindo enquanto lavava a loiça (ando a "namorar" o Arnaldo a ver se ele me oferece uma máquina de lavar loiça no Natal mas se calhar não vai dar porque o carro tem que ir à revisão e o esquentador está quase a "pifar" e o décimo terceiro não chega para tudo). E agora já não posso ouvir o Carlos Pinto Coelho que falava sempre tão bem e tinha aqueles convidados todos interessantes e eu fiquei um bocadinho mais culta por causa dele. Obrigada, senhor Pinto Coelho! Acontece que eu gostava muito de o ouvir, mas as pessoas votam em políticos que só se interessam pela saúde da economia - deles, porque o povo não consegue economizar cheta! - e a cultura que se lixe, porque isso eles acham que não dá dinheiro. Mas é mentira, vejam lá o Saramago, e a Dulce Pontes, e a Senhora Dona Eunice Muñoz que dão cultura da boa e ganham para se governar e mais aquele senhor brasileiro que é Coelho qualquer coisa e vende montes de livros no mundo inteiro. E a Dona Alice Vieira que tem livros traduzidos em tantos países e está farta de ganhar prémios.
Afinal comecei a falar do Eça, e do Camões e do Padre Vieira e ainda bem que eles já cá não estão senão tinham uma coisinha má com o estado a que a (má) Língua Portuguesa chegou. As conversas são como as cerejas, e o que vale é que o meu Galo de Barcelos não se queixa de eu misturar os assuntos.
Vou é ter saudades do "Acontece". Tenho que ligar o rádio e descobrir a que horas é que vai dar o Carlos Pinto Coelho na TSF.
E disse!

P.S. Senhor Ministro: agora que já acabou o "Acontece", quando é que vem o bilhetinho? Gostava de fazer uma viagem já não digo à volta do mundo, mas à volta de Portugal já era bom que só fiz uma viagem na vida que foi a Badajoz mas não gostei muito dos espanhóis que têm uma língua muito arrevezada - mas tratam melhor o Cervantes deles do que cá tratam o Camões; e qualquer dia ainda dizem que o Saramago nasceu lá, na Clínica Dermo-estética de Madrid, como a Lili Caneças que parece que nasceu lá outra vez quando foi passar as rugas a ferro.

 

(escrito originalmente aqui em 2 de Outubro de 2003)



Uma Sarrafada de: Vitriólica às 23:05
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Alguém imagina, por exemplo, uma empresa de transportes públicos cujo horário de trabalho dos motoristas ou maquinistas fosse das 09h00 às 17h30 e que o restante fosse pago como trabalho extraordinário? Ou, também por exemplo, um hospital, uma cimenteira, uma siderurgia, um estaleiro naval, uma central eléctrica, uma… tudo sectores de actividade cuja especificidade exige o laborar em contínuo e que o horário de trabalho seja de modo a preencher as 24 horas do dia, dito de outra forma, que não um horário “de escritório”. Pois imaginem.

 

(Em stereo)

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

(*)

 

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 22:15
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Já dizia o poeta que "é melhor ser alegre que ser triste", mas isso não faz com que seja fácil ser Alegre. Não é fácil ser Alegre.


Um alegre candidato tem que calar a opinião de um alegre deputado o que choca com um alegre poeta que ninguém cala. Ora quando quem cala o alegre poeta - e o alegre deputado, e o alegre socialista, e o alegre dono do anti-fascismo - é ele próprio, perde-se a alegria e a coisa faz curto-circuito.


Um alegre livre pensador de esquerda, defensor dos direitos dos trabalhadores, que de forma louçãnica se revoltou contra a política do Sr. José precisa agora do apoio do Sr. José e dos amigos do Eng.º José, mas não pode concordar com as políticas do Sr. José, mas também não pode dizer que não concorda... nem dizer que concorda... e a coisa faz curto-circuito.


Uma alegre personificação da luta anti-fascista pela liberdade não pode pactuar com quem aprove em segredo voos da CIA, o que é uma chatice quando é a quem o apoia que se atribuem essas práticas menos transparentes... e é quem também o apoia mas mais em bloco quem condena estas práticas menos transparentes... e o eu alegre que ninguém cala não pode dizer ai... nem ui... e a coisa faz curto-circuito.


Não é fácil ser alguém que ninguém cala e não poder dizer o que quer que seja. Fica-se meio encavacado...


sinto-me:

Uma Sarrafada de: arcebisposarrafeiro às 14:29
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Ou este Fernando Lopes é o candidato secreto do "31 da Armada"?



Uma Sarrafada de: FF às 10:35
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