Espólio Sarrafeiro
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010


Imagino que por esta hora, só por lerem o título, já estejam alguns canhotos, leia-se malta de esquerda, com cocegueira e sem posição para estarem sentados, a imaginar-me como um fascista dos sete costados. Calma com os julgamentos precipitados. Nem tudo o que parece é e, neste caso, há uma explicação lógica. Passo a explicar.

 

Tenho uma mania, tão absurda como qualquer outra que possa ter, em colocar a palavra Portugal no índice de notícias de Google e ir variando os países para saber o que dizem os outros de nós. Há quem possa considerar esta prática como puramente masoquista. Pode ser, mas eu divirto-me e a motivação até nem é importante para o texto.

 

Um deste dias, numa dessas minhas procuras, vi duas notícias curiosas. Uma delas não a vou aprofundar muito, porque para fazer propaganda da obra do governo já existem o nosso engenheiro e os seus serventes. Fiquei satisfeito por saber que 45% da electricidade gasta em Portugal vem de fontes de energia renováveis, ainda que isso tenha significado contas mais altas para os consumidores. Isso interessa? Claro que não. Nesse capítulo, o mais interessante é que we're clean. E o Mundo sabe disso.

 

Mas se a nossa pegada de carbono pode ser revolucionária, isso parece não interessar no Canadá. Aqui entra a segunda e mais relevante notícia que vi. Um artigo de opinião no Toronto Sun de Monte Solberg, antigo Primeiro-ministro conservador, que se mostrava atónito de como foi possível Portugal ter ganho a corrida por um lugar não-permanente no Conselho e Segurança (CS) das Nações Unidas. Aconselho a ler, mas basicamente deu a entender aos leitores como é que um país terceiro-mundista como o nosso venceu a poderosa nação canadiana. Pior ficou quando vi a lista de comentários ao artigo. Uns a concordar, outros a dizer que foi bem feito, para o Canadá aprender a não ser prepotente.

 

Rapaziada, saltou-me a tampa. É que o nosso país é como a nossa família: poder ser o maior buraco à face da Terra, mas só nós é que podemos falar mal. Os nossos parentes podem ser um poço de defeitos, até reconhecido e debatido por nós, mas quando alguém critica, passam a ter só virtudes. O meu irmão pode ser um ladrão e bater na mulher, mas se alguém de fora o diz, transforma-se imediata e simplesmente num tipo que faz apenas pela vida e nem sabemos como é que ainda tem paciência para aturar a mulher. Um santo. O mesmo com o nosso país.

 

É claro que também lá deixei um comentário meu (Sócrates, ninguém brinca connosco, pá!) Disse tão só ao senhor Solberg que os lugares nas Nações Unidas não são ganhos pelo PIB, pela dívida externa e muito menos pelo défice orçamental ou capacidade de gestão governamental. Se assim fosse, teríamos assento na Liga Africana. Os esforços diplomáticos contam muito e, que me perdoasse a franqueza, mas relações diplomáticas nós já temos ainda nem o Mundo sabia que havia terra no sítio onde é hoje o Canadá.

 

É parolo e provinciano? Pode ser. Mas por momentos, senti que o lugar de Portugal no CS deu uma lição de humildade a muita gente. Portanto, senhor Solberg, como sei que é leitor assíduo deste blogue, aconselho-o a pensar duas vezes antes de fazer uma análise desta natureza. É que quem está fora, racha lenha e vocês por aí têm muita para rachar. Não é muito ecológico, é certo, mas se precisar de uns conselhos na área do ambiente, o nosso engenheiro é especialista na matéria. Nisso ou em Outlets, que aqui em Portugal, vai dar ao mesmo.

 

Eu posso dizer isto. Você pode, no limite, pensar, mas nunca escrever.

 

 


 

Na imagem o tal do Solberg (Fotografia de Dave McLean sob uma Licença Creative Commons)



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 11:00
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Antes do mais, recomenda-se a leitura deste meu post, para se perceber o que é o défice.

Depois faz-se aqui um disclaimer, que esta é, como sempre, a minha opinião absolutamente pessoal.


Segue o OE num parágrafo e o resto em mais uns quantos.


o OE (Orçamento de Estado) é exactamente a mesma coisa que todas as minhas caras leitoras, no seu papel de donas-de-casa, fazem todos os meses, com a diferença que o Estado é a Casa delas e portanto fazem o OC. De resto é igual: entra dinheiro de várias fontes - receita - e sai para vários lados - despesa. Receita, no OC é salário+/ou outras fontes de rendimento, no OE é impostos + NADA; despesa no OC é pagar contas e no OE é pagar contas. Qualquer dona-de-casa eficiente faria uma melhor figura a gerir este país que este conjunto de nabos, mas isso já são considerações de ordem subjectiva, que vou tentar conter, mas ainda farei mais uma: sabem as caras leitoras quando se vêem a braços com aquelas situações em que ainda falta pagar a conta da água e da mercearia e aparece o parceiro com quem se divide receitas e despesas, todo contente com um saco de dvd's, livros para acrescentar à pilha e mais umas quantas merdas de bricolage, decoração e animação automóvel? Trocado em OE's, esses saquinhos de bens não essenciais, são submarinos e TGV's: brinquedos de gajos. Lá está. QED e siga para o FMI.


Escusado será alongar-me na parte em que se indica que

- o OE proposto é uma merda

- Os gajos não se entendem

- Misturar política com economia só dá porcaria

que isso toda a gente já sabe.

 


Vamos lá então para o mito FMI.


Só vamos saber se o OE é aprovado daqui a uns dias. Entretanto toda a gente (incluindo os portugueses) já percebeu que isto não está grande espingarda e digamos que a confiança, quer interna, quer externa, está pelas ruas da amargura, sendo que está última é inversamente proporcional ao estado da dívida pública. Uma desce, a outra sobe: se parece que não conseguimos pagar a conta, os juros sobem, porque o risco aumenta, obviamente. As caras leitoras emprestariam o melhor par de sapatos a uma amiga que o devolveria em estado impecável e a amiga oferecia uns chocolates como agradecimento, mas se soubermos que a amiga dá cabo deles, se calhar dizemos-lhe, olha filha empresto-tos mas empresta-me aí esse casaquinho entretanto, que se os sapatos vierem todos lixados, vês o casaco por este canudo - esta é a posição dos investidores estrangeiros, a dívida externa é exactamente a mesma coisa: se a malta não paga, pois obviamente que dá em troca o casaco. Neste momento estamos na fase de até já dar as cuecas, ou inclusive baixá-las. Financeiramente falando, claro.


Face a isto temos três hipóteses: ou há OE ou não há. A terceira (que é separadas das duas primeiras, porque havendo ou não havendo OE aprovado, a verdade é que o FMI  vai começar a falar mais em português e eu não acredito em coincidências e sim em circunstâncias e planeamento) é o tal do FMI que está para os portugueses como a Nossa Senhora de Fátima. Entra por aí fora a pedido e preces, faz uns milagres e isto fica tudo lindo. Era bom, mas não é nada assim, minhas amigas.


Primeiro, um país que não consegue ter um OE aprovado, é uma vergonha. Todos sabemos, mas isso tem um preço. Ok, pois o brio deste país não vale porra nenhuma, adiante, esqueçam, somos incompetentes e atestamos com um chumbo no OE que de qualquer forma é uma merda. Venha o FMI, vamos supor.


O FMI chega e endireita? Diz-se em jeito de mesa de café, que venha, endireita este descalabro todo de uma vez, já que ninguém consegue. Eu também, confesso, tenho esse meu lado de pastorinho à beira da oliveira. Mas agora, mais que nunca, temos que pensar friamente. O FMI chega, analisa e corta. Sim, a dívida externa baixa. Sim, endireita qualquer coisa. E sim, corta a direito. Corta a direito, perceberam? Não há mais conversa, discussões sobre o preço da margarina ou sobre gente a comer de caixotes do lixo. Corta mesmo onde for preciso. E depois, dá o dinheiro a quem? Ah a quem governa. Pois é. Naquela, corta-se aqui e tomem lá mais, agora ganhem juízo. Alguém acha que isto resulta?! Eu tenho algumas dúvidas. Tenho sempre dúvidas quando é preciso tratar os países como crianças mimadas que partem os brinquedos e pedem outros, porque não tenho a certeza que cresçam se lhes derem um raspanete e brinquedos novos. Queria muito - de mãos postas - que o FMI resolvesse todos os nossos problemas. Mas infelizmente, parece-me que também não é por aí.


Soluções fáceis? Não há. Há e vai haver um país pobre a levar cada vez mais pancada até mudar de hábitos. Até nos convencermos todos - todos - que assim não vamos lá. Até nos convencermos que temos que fazer mais, muito mais, gastar menos, muito menos, a troco de ainda menos. E essa porra custa. A única razão que me leva a isso, que me motiva é só uma: é o MEU país. É o país dos nossos filhos. Ainda é, pelo menos. É um bocado de brio e teimosia e ainda acreditar que há gente decente.


E este post virou lamechas e irracional, portanto fica já por aqui com uma nota final para reflexão: não há milagres grátis.


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Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 00:51
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

 

 

 

 

 

Volta e meia (ultimamente mais volta que meia) a conversa anima: de quem é a culpa do estado lastimoso a que o país chegou? Do PS porque nos últimos não-sei-quantos-anos esteve não-sei-quantos-anos no poder blá-blá-blá. Nã, nã. A culpa é do PSD porque nos últimos (mais) não-sei-quantos-anos esteve (mais) não-sei-quantos-anos no poder pa-ta-ti pa-ta-ta. E se metermos ao barulho o CDS e o CDS/ PP, ui-ui, então…

 

Por atacado já levam os dois, que podem ser três, 35 – trinta e cinco – 35 anos de “Cabritinha” e ainda têm a cara de pau de vir perguntar “Mas afinal quem é o pai da criança?”.

 

Querem lá ver que a culpa é do Gonçalvismo?

 

 

 

 

 

 



Uma Sarrafada de: Mr Simon às 22:41
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

 

Caro Sr. José Sócrates, primeiro ministro de Portugal e vendedor de computadores,

Há coisa de ano e meio, frequentavam os meus filhos respectivamente o 2º e 3º ano do 1º ciclo, foi-me dito que deveria adquirir 2 PC's Magalhães pois os mesmos passariam a ser usados nas escolas.

Dado que:

- Actualmente os meus filhos frequentam respectivamente o 4º ano do 1º ciclo e o 5º ano do 2º ciclo e até à data nenhum dos dois Magalhães teve o prazer de pôr os K's na escola;
- Apesar de ter pago 50€ (cinquenta euros) por cada um, ambos já sofreram avarias;
- Das três vezes que tive que proceder à reparação das avarias paguei mais do que os 50 euros do custo do computador (exemplo: avaria na fonte de alimentação: 70 euros);
- Não sou livre de escolher onde ou por quem quero que o(s) Magalhães sejam reparados, antes sou obrigado a recorrer aos serviços de uma empresa que não conheço e que amavelmente se oferece para fazer a recolha do Magalhães avariado em casa sem avisar que posteriormente cobrará 20 euros por essa deslocação;
- Por virem com dois sistemas operativos instalados (Windows e Linux) e respectivos inúteis programas, não têm espaço de memória livre em disco para guardar nem um documento de word;
- Não me permitirem, pela mesma razão, desinstalar o Microsoft Office e instalar um programa alternativo como o Open Office (que como deverá saber não tem custos de Licenças, nem para mim utilizador, nem teria para mim, contribuinte, se usado de raiz);
- Simplesmente não servem para nada,

venho pelo acima exposto solicitar a V. Exa. que aceite de volta os dois inúteis Magalhães que tenho cá em casa, devolvendo-me os 100 euros que me custaram e respectivas despesas de reparações (que somam à data 240 euros) pois neste momento estes 340 euros fazem-me muito mais falta do que os ditos Magalhães que ademais V. Exa. não terá dificuldade em revender ao seu amigo Hugo Chávez.

Quanto à educação dos meus filhos não se apoquente V. Exa. pois cada um tem um PC (chama-lhes "torres",  não sei se já ouviu falar) que com software livre (linux), apropriado espaço de memória e com o auxílio de um modem que fornece internet (em inglês diz-se "u-ái-re-lé-sse") a toda a casa não ficarão desamparados.

Certo da sua compreensão que desde já agradeço, fico a aguardar que me indique para onde devo enviar os 2 Magalhães. Após receber (em numerário, por favor) os referidos 340 euros.

Cordialmente

João Moreira de Sá


PS (é post scriptum, não um viva ao partido): por favor não mande buscar porque a empresa a quem o governo concedeu o exclusivo da recolha e reparação dos Magalhães cobra carote, conforme informado acima.



Uma Sarrafada de: arcebisposarrafeiro às 11:14
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Se alguém me conseguir explicar isto, eu agradecia.


Uma Sarrafada de: FF às 10:36
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Uma Sarrafada de: FF às 08:24
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Miguel Frasquilho vai estar hoje a negociar o Orçamento no papel de especialista, deputado do PSD ou trabalhador do BES?

 

Foto encontrada no Jornal I


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Uma Sarrafada de: FF às 08:11
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Domingo, 24 de Outubro de 2010


Uma Sarrafada de: FF às 13:33
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Marta Spínola

 

- Vais recandidatar-te e é Terça-feira, que o Marcelo já disse.

- Maria, vamos com calma.

 

Joana Sousa


- Oh Aníbal, tu prometeste um Bitão nova!
- Oh Maria, temos que começar a «austerar»! Vamos à Feira de Carcavelos e não se fala mais nisso.

 

Tiago Mesquita


- ‎Deixa de ser banana e responde ao palerma do Alegre!
- Deixa-o andar querida, ele é um triste...

 

Pedro Costa (via Susana Ramos Martins)


- Aníbal! Que o Marcelo nem pense em vir cá no Natal. Nem pense!
- Calma "Maguia", ele fez um "favogue" aos amigos "jognalistas" que "agoga" lhe pagam bem! Ele há-de cá "vigue"!



Uma Sarrafada de: 31 da Sarrafada às 13:09
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Manuel Alegre faz-me pensar se não seria de introduzir testes de sanidade mental aos candidatos à presidência da republica.

 


sinto-me: insane

Uma Sarrafada de: arcebisposarrafeiro às 11:58
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

 

Realmente, lendo o post abaixo, estou aqui a pensar que nós aqui no Sarrafada que não postamos carne na montra, estamos a falhar um importante nicho de mercado...

 

 

[imagem de Paul Keller, sob uma licença CC; a título de curiosidade, são carcaças de camelos]



Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 22:48
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Dos feeds que subscrevo de blogs nacionais, e fazendo as contas por alto, 4 em cada 10 posts são dedicados aos Abrantes - excepto às sextas onde são dedicados às "gajas boas" e agora aos "gajos bons". Se os deixassem a falar sozinhos não seria melhor?



Uma Sarrafada de: FF às 22:09
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

 

Não estou habituada a blogs sem comentos. Isto para encontrar os comentos aqui aos posts temos que ir ver ao twitter e à página do FB e então nesta última, os comentos são bestiais. Temos uns comentadores excelentes. Temos uns comentadores divertidíssimos, engraçadíssimos, fantásticos. Mas para ler os comentos aos posts, é mesmo preciso lá ir. Isto nem era publicidade à página, mas agora ficou. O que eu queria dizer é que não há aqui comentos e eu tenho que chegue aos meus posts noutros sítios, mas contratámos o Pedro Figueiredo e isso foi uma grande coisa aqui para o blog e nem um likezinho, nada. Tá mal. Chegaibus à frente, seus preguiçosos!

 

[Imagem de Rsms sob uma licença CC]



Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 23:17
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Tive eu um daqueles momentos de luminosidade ideológica, quando percebemos a chamada 'big picture', ou simplesmente um momento de paragem cerebral idiótica, e apercebi-me da importância que realmente pode ter a próxima eleição presidencial.

 

Imaginemos por momentos - ainda que para muitos tal fosse bom demais de acontecer - que Cavaco Silva não consegue garantir a reeleição para o cargo de Presidente da República. Chocante? Talvez. Afinal era só a primeira vez que tal acontecia em Belém depois do 25 de Abril. E se recuarmos ainda mais, talvez tenhamos que andar muitos mais anos para descobrir algo parecido.

 

Imagine-se, de novo, as primeiras páginas, as aberturas dos telejornais e os directos jornalisticamente histéricos que haveria na noite da contagem dos votos. E não haveria razão para menos. Os portugueses perguntar-se-iam como, afinal é que tal tinha sido possível? Nós, de tão brandos costumes, não conseguimos eleger um Presidente por dois mandatos seguidos? Afinal que raio de povo somos nós? Talvez, então, as pessoas pudessem perceber que, afinal votar faz toda a diferença. Seria com um simples voto que tal teria sucedido. Talvez, então, as pessoas pudessem perceber, de uma vez por todas, que afinal, pode-se contribuir para que as coisas não fiquem como sempre. Há poder para mudar. Milagre Um de Cavaco.

 

As pessoas tomariam consciência que podem, de facto, mudar o rumo das coisas. Começam a estar mais atentas e a deixar de serem socialmente amorfas. Olham para as notícias de outra maneira. Vêm os franceses parar o país por causa do governo querer aumentar a idade da reforma para os 62 e pensam: «É pá, mas nós já temos que marchar até aos 65! Onde é que eu estava com a cabeça quando isso foi aprovado pelo meu governo? Porra, pá! Nem um pneuzito queimei em sinal de protesto! Querem IVA a 23%? Esperem lá que eu tenho ali aquele colchão velho da sogra para deitar fora, vou já dizer-te como ele fica tão bem no meio da SCUT...». É preciso que as pessoas andem atentas à realidade que as rodeiam. Milagre Dois de Cavaco

 

Sempre ouvi dizer, ainda que grosseiramente dito, que quem não chora, não mama. O povo começava a perceber que protestar, a sério, pode resolver a questão. Afinal, 120 mil professores a marchar pela Avenida da Liberdade a dizer, em conjunto, que não gostam da ministra, pode não ser imediatamente perceptível, mas a verdade é que esses mesmos professores continuam a dar aulas e a ministra... já não o é. Protestar e dizer que não se concorda, pode dar resultado. Se não houver protesto é que não dá resultado mesmo. Milagre Três de Cavaco.

 

O  voto é só uma forma de protesto.



Uma Sarrafada de: Pedro Figueiredo às 10:30
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É mais uma contratação de peso para o "31 da Sarrafada": Chama-se Pedro Figueiredo, é jornalista, homem do Norte a viver em Lisboa e gosta de beber piratas. Quem o segue no Twitter conhece bem as suas opiniões, o sentido de humor apurado e o espírito crítico-positivo com que encara a vida. Quem não o segue no Twitter é melhor começar a seguir desde já. Com a promessa de uma coluna semanal - os jornalistas têm destas coisas - chamada Liga Europa o Pedro começa já hoje.

 

E nós vamos tentar com que ele partilhe mais das suas ideias por aqui, pois fazem falta.



Uma Sarrafada de: 31 da Sarrafada às 10:00
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O Rodrigo diz que fez um viral. Eu não sabia que um vídeo viral antes de ser lançado na net era apresentado à imprensa tradicional para que esta o difundisse em exclusivo.



Uma Sarrafada de: FF às 09:08
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Toda a gente fala muito sobre não haver dinheiro (e não há), que é preciso ir buscá-lo, caríssimo, ao BCE (e é) e que esse facto tem por consequência o não haver dinheiro (a tal falta de liquidez) que por sua vez causa o aumento do preço (taxa de juro) do dito dinheiro. Se o dinheiro está caro, é difícil adquiri-lo para depois poder dar largas ao consumismo (não sobrando para poupança).


Mas porque raio está o dinheiro caro por ser escasso? Porque é que é escasso? Para onde é que ele foi? É que temos sempre esta noção - errada - que o dinheiro muda de mãos, mas circula sempre, se não está aqui no nosso bolso, há-de estar noutro bolso qualquer. É com essa noção que depois se consegue enganar meio mundo, acusando alguns de o acumular depois de o roubar da nossa mão. E também acontece, evidentemente, mas não explica o desaparecimento do dinheiro no seu todo.


Pois eu, caríssima leitora, estou aqui hoje para desvendar o mistério do dinheiro desaparecido da economia, porque, lamento imenso dar-lhe este choque, esse tal dinheiro desaparecido, foi a cara leitora que o deitou fora. Eu?! gritam as minhas amigas desesperadas, como?! eu deitar dinheiro fora, quando ele já é tão pouco?! Impossível.


Infelizmente não só não é impossível, como é o que realmente aconteceu. Ora sigam lá o rasto do dinheiro desaparecido comigo e vamos ver onde se ele foi parar ao lixo ou não: como exemplo, vamos utilizar a cara leitora (salvo seja) e uma quantia de vá, 1.000 (mil) euros. 
Os mil euros saíram do Banco Central Europeu rumo a um qualquer banco português, onde a cara leitora os foi buscar, em troca da promessa de os pagar em suaves prestações mensais e pagando um preço que é a taxa de juro. Ou até entraram nesse banco português e saíram para a carteira da leitora sob o formato de salário. Para o efeito tanto faz.


A cara leitora pegou nos mil euros e gastou-os da seguinte forma (muito resumida):

 

1. Pagou 300 de prestação da casa

2. Pagou 100 para escolas, livros, almoços de cantina e fatos de treino para a sua prole

3. Pagou 200 de contas de electricidade, água, telefone, gás, etc.

4. Pagou 200 em supermercado

5. Pagou 50 de transportes

6. Pagou 150 por uma televisão nova


Vamos ver para onde foi este dinheiro todo. E vamos pensar nisto a preto e branco, deixando os cinzentos para outro dia: ou o dinheiro volta para a economia ou vai para o lixo. É evidente que todo ele, de uma forma ou de outra, está a pagar por coisas, bens ou serviços, e regressa à economia, a quem forneceu esses bens e serviços. Mas o seu, cara leitora, em si mesmo, não volta para lado nenhum, tirando o investimento no ponto 1 (investimento em bens imóveis) e, de uma forma mais incorpórea, em 2 (investimento na educação das crianças, a caminho de um brilhante futuro de desemprego, desespero e piromania automóvel).


O resto vai para o lixo. A electricidade e o gás volatilizam-se, a água segue para o esgoto, o cabaz de compras segue para o mesmo cano e por aí fora. A televisão há-de seguir o caminho do aterro daqui a uns tempos, embora nos digam que será reciclada, os transportes usam-se e aquela viagem já não se usa mais.


Percebem? É tudo coisas que desaparecem. Assim como o dinheiro que as pagou. Serviu para alguma finalidade? Claro que sim, manteve-nos vivos e, de preferência, de boa saúde e devidamente acolchoados em autocarros e programas de televisão. E o dinheiro, foi para algum lado? Foi, regressou à economia, de facto. Mas há esta parte que se perde, no último utilizador do bem ou serviço. O dinheiro foi, no final do caminho, para o lixo.


Perceberam? É uma teoria bem esgalhada, não é? Pois. Mas é tudo tanga. :) (desculpem, mas não resisti...:D)



Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 23:56
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Entre as três da tarde e as sete e pouco da noite, o futuro cabaz de compras dos portugueses teve uma futura descida do futuro IVA de 23% para 6%.

 

E é assim que um prometedor potencial futuro primeiro ministro passa à história como "o homem que tentou reduzir o preço da margarina".

 

 

 

[imagem de Dishevld sob uma Licença CC]


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Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 22:16
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Bastaria que PPC lesse alguns blogs, para ter percebido que estava a correr o risco de ficar com as costas frias.

Next!

 

 

[imagem de Pewari Naan sob uma Liçenca CC]


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Uma Sarrafada de: Catarina Campos às 08:53
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A Câmara Municipal do Seixal gastou €60.863,43 num parque de estacionamento. O mesmo tem capacidade para apenas 32 veículos. O preço por veículo é de €1901.



Uma Sarrafada de: FF às 00:13
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